ÚLTIMAS
20/08/2018 - 9 e 10/11: APM recebe curso internacional sobre ataxia e paraplegias espásticas
Acontece, nos dias 9 e 10 de novembro, na sede da Associação Paulista de Medicina, o curso “Ataxias e paraplegias espásticas: da biologia molecular ao leito e ao tratamento”. Trata-se de uma oportunidade única, visto que o evento é organizado pela Sociedade Internacional de Parkinson e Transtorno do Movimento (MDS, na sigla em inglês). É praxe da entidade oferecer cursos relacionados à Neurologia ao redor do mundo. Dessa vez, em parceria com Academia Brasileira de Neurologia (ABN), é em São Paulo que ocorre, na sede da APM.
Os diretores do curso – que será disponibilizado em português e inglês – são, inclusive, coordenadores de departamentos científicos da ABN: José Luiz Pedroso (Neurogenética) e Orlando Graziani Pavoas Barsottini (Neurologia Geral). Ambos os profissionais também são ligados à Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo.
Reconhecer formas típicas e menos comuns de ataxias hereditárias e paraplegias espásticas é um dos objetivos de aprendizado do evento, recomendado a médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, estudantes de Medicina e outros profissionais de Saúde. Além disso, o treinamento servirá para melhor identificação fisiopatológica (farmacológica, genética e bioquímica) das doenças e para aquisição de conhecimentos de farmacologia, reabilitação e outras abordagens terapêuticas.
As inscrições vão até o dia 26 de outubro e podem ser realizadas no portal da MDS. Para mais informações, confira também o site da ABN.
Ataxias e paraplegias
As ataxias e paraplegias espásticas hereditárias representam um grupo heterogêneo de doenças neurodegenerativas, de origem genética. São caracterizadas por envolvimento do equilíbrio e do sistema motor, cursando com importante perda de função da marcha. As ataxias, por exemplo, podem afetar as vias cerebelares, a via vestíbulo-ponto-cerebelar ou as vias aferentes e posteriores, causando danos diversos.
Já as paraplegias espásticas formam um grupo de doenças genéticas e diferentes entre si. Em comum: a fraqueza progressiva e a contração nos membros inferiores, como resultado de uma lesão ou disfunção dos nervos. Outras complicações, na fala, na visão e na audição, podem ocorrer em manifestações mais severas.
A ataxia esteve em voga com o caso de Guilherme Karan, morto aos 58 anos, no Rio de Janeiro, por uma ataxia cerebelar. Mais especificamente acometido pela Doença de Machado-Joseph, também conhecida por ataxia SCA3, uma neuropatologia rara, de origem genética. O pai do ator afirmou que a doença foi herdada da mãe e que seu outro filho também faleceu por conta do mesmo problema. No fim da vida, Karan já não andava.
O jornalista Arnaldo Duran, que trabalha na Record, também é portador da mesma condição. Em 2016, ele assumiu publicamente. “A ataxia é confundida com mal de Parkinson e com a embriaguez, por causa do andar trôpego e da dificuldade de falar conforme os sintomas avançam. Mas não ingerimos bebidas alcoólicas”, disse à época. Com apoio da produção, o jornalista segue atuando nos programas da emissora.
O ator estadunidense Ben Affleck também tem ligação com as ataxias. Após conhecer um fã mirim portador da ataxia telangiectasia, denominada síndrome de Louis-Bar, ele passou a se envolver na captação de recursos para desenvolvimento de pesquisas. Ele também foi ao Senado dos Estados Unidos e solicitou apoio à pesquisa com célula-tronco e à duplicação do orçamento dos Institutos Nacionais de Saúde.
---------------------------------------------------------------------------------------------------
Ataxias e paraplegias espásticas: da biologia molecular ao leito e ao tratamento
Data: 9 e 10 de novembro
Onde: Associação Paulista de Medicina (APM)
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278, Bela Vista – São Paulo/SP
Mais informações: education@movementdisorders.org
---------------------------------------------------------------------------------------------------
Educação Médica
Valorização de Honorários
Financiamento da saúde
Carreira de Estado
Redução de impostos
Pesquisas Datafolha