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28/10/2019 - “A Telemedicina é algo irreversível e não é um modelo novo”, diz acadêmico da AMSP

Em continuidade ao conjunto de conferências realizadas na 24ª edição do Congresso Brasileiro de História da Medicina, no dia 25 de outubro na sede da Associação Paulista de Medicina, o presidente do evento e acadêmico da Academia de Medicina de São Paulo Lybio José Martire Junior ministrou a palestra “Por que conhecer a história da Medicina às portas da Telemedicina?”.

“A Telemedicina é algo irreversível e não é um modelo novo; existe praticamente desde os primórdios, com suas peculiaridades”, afirma Martire. Para tanto, ele recorreu à história da telegrafia, do telefone, da televisão, do e-mail e das redes sociais para explicar que o médico sempre atendeu usando esses canais de comunicação para orientar os pacientes.

“Se formos mais longe, nos situarmos na Idade Média, o médico orientava um informante que atravessava o rio para levar as informações aos pacientes. Mais adiante, com a descoberta do telefone, a mãe ao ver seu filho febril e tossindo, ligava para o profissional que passava as instruções a distância”, exemplifica.

No entanto, ele esclarece que há uma diferença importante entre a Telemedicina praticada pelos médicos e por grandes corporações cujos interesses são econômicos. “O atendimento a distância vem antecedido pela emoção, já produzida pela relação de confiança entre médico e paciente. Isso o profissional sempre fez ou deveria ter feito. E o mais importante é não deixar que a tecnologia exacerbe em detrimento da arte da Medicina, pautada na doação humana”, alerta.

Ele define Medicina como ciência (conteúdo) e arte (a forma como se aplica o conteúdo). “A arte é atemporal, dentre as suas infinitas conceituações, como produto de criação humana, é capaz de provocar alguma forma de emoção, isso deve ser valorizado. E o médico, ao exercer o seu ofício, deve produzir essa emoção, seja pela empatia ou confiança, independente de estar próximo ou distante do paciente.”

Por fim, o acadêmico resume que desde a Idade Média, até o século 21, o assistido busca justamente a empatia, a confiança e a esperança de melhorias em sua saúde, independentemente do recurso usado.

 

Texto: Keli Rocha
Fotos: Marina Bustos

 

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