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24/04/2019 - Academia Nacional de Medicina realiza Simpósio sobre Diabetes Mellitus

No último dia 11, a Academia Nacional de Medicina realizou simpósio sobre Diabetes Mellitus. Organizado pelos acadêmicos Mônica Gadelha e Rui Maciel e contando com a presença do também acadêmico e presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, o evento procurou apresentar as diversas formas de abordagem do diabetes, seja no seu diagnóstico, tratamento, ou nos desafios encontrados pelos pacientes e profissionais da saúde ao lidar com a doença.

Abrindo o módulo “Epidemiologia e Classificação”, a professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ, Roberta Arnoldi Cobas, apresentou o tema “Evolução da Prevalência do Diabetes Mellitus – Brasil no Contexto Mundial. Na palestra, ela salientou que o diabetes é uma doença crônica, complexa, e que muitas vezes acaba desenvolvendo uma série de outras complicações.

Além disso, Roberta buscou esclarecer estudos que apontam que a prevalência da doença em diferentes regiões pode atingir 15,5%, aumentando consideravelmente em pessoas de baixa escolaridade e tendo maior incidência em mulheres. Não obstante, a professora ainda elucidou que uma parte significativa da população brasileira – sendo o Brasil o quarto maior país em número absoluto de casos - não sabe que tem diabetes, agravando os fatores de risco para uma doença que, se não tratada, leva os pacientes a complicações incapacitantes.

A segunda palestra do dia foi ministrada pelo professor titular de Endocrinologia do Departamento de Medicina da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, Sérgio Atala Dib. Responsável pelo tema “Medicina Personalizada na Abordagem do Diabetes Mellitus - Da Classificação aos Objetivos do Tratamento", o médico mostrou o processo do diagnóstico e do tratamento e frisou a importância de conhecer o paciente, seu histórico e os diversos tipos de diabetes existentes para que, assim, possa ser oferecido um tratamento adequado e preciso.

Iniciando as apresentações do segundo módulo do dia, “Diagnóstico, Tratamento e Abordagem Multidisciplinar”, Cynthia Melissa Valério, do Ambulatório de Metabologia do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (IEDE-RJ) trouxe o tema “Tratamento Não-Farmacológico: Adaptações ao Estilo de Vida”.

Ela procurou, por meio de estudos e evidências, abordar as principais recomendações dadas quanto às mudanças no estilo do comportamento dos diabéticos, seja na alimentação, na prática de exercícios físicos, na restrição do tabaco e derivados, visando oferecer melhor qualidade de vida para esses pacientes.

Em seguida, foi a vez da professora associada da Faculdade de Medicina da UFRJ, Lenita Zajdenverg, apresentar o tema “Tratamento farmacológico: Drogas antigas x novas. Quais são as essenciais?”. Durante a palestra, Lenita trouxe as principais diferenças entre drogas novas e antigas, quais as vantagens, desvantagens e eficácia de cada uma delas, e ainda as controvérsias existentes no que é dito pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o assunto.

O tema “Desafios Atuais da Insulinoterapia no Diabetes Mellitus Tipo 2” foi lecionado pela professora adjunta do serviço de Nutrologia da UFRJ, Melanie Rodacki. Durante a apresentação, falou sobre a descoberta e a importância da insulina, mostrou quais são as principais barreiras para que os médicos iniciem o seu uso e esclareceu alguns dos principais mitos.

Durante a palestra de Monica Andrade Lima Gabbay, professora afiliada de Endocrinologia da Escola Paulista de Medicina, o tema “Automonitorização contínua da glicemia: Da glicemia capilar aos sistemas atuais” tinha como principal objetivo apresentar diversos novos aparelhos e aplicativos disponíveis no mercado que servem para auxiliar os diabéticos. Ela mostrou as novas tecnologias que permitem gravar dados dos pacientes em computadores e, dessa forma, contribuem para a otimização do tratamento.

A chefe do Serviço de Diabetes do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro, Rosane Kupfper, falou sobre “O Papel da Equipe Multiprofissional na Otimização do Tratamento e a Adesão Terapêutica a Longo Prazo”. Na palestra, ela comprovou a eficácia de diversos métodos terapêuticos que auxiliam no tratamento dos pacientes, mostrando algumas atividades feitas pelo Instituto, como teatros, atividades físicas, gincanas e comemorações em diversas datas festivas que visam promover educação, autocuidado, empoderamento e melhor qualidade de vida do paciente. Além disso, relembrou que o paciente diabético precisa de empatia e entendimento, sendo oferecidos apenas por uma equipe que trabalhe em conjunto e com respeito.

Finalizando a sessão, esteve presente a endocrinologista da Faculdade de Ciências Médicas da UFRJ Marília de Brito Gomes, com o tema "Situação Atual do Nível de Controle Glicêmico no Diabetes Mellitus tipo 1 e tipo 2 no Brasil e Seu Impacto na Prevalência das Complicações Macro e Microvasculares da Doença”. Ela comparou o diabetes no Brasil em relação ao resto do mundo, analisou a doença no País nos últimos 13 anos e elucidou a necessidade de haver maior conhecimento clínico sobre o assunto.

Para ter acesso às palestras do Simpósio na íntegra, clique aqui.

O próximo Simpósio da Academia Nacional de Medicina acontece na próxima quinta-feira, 25 de abril, com o tema “Celebração do Dia Internacional de Luta contra a Malária”. Acesse o site para se inscrever.