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26/06/2020 - Ao fim de mais uma Semana Epidemiológica, Norte segue com maior incidência de Covid-19
A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde divulgou, no Boletim Epidemiológico Especial 19, em que analisou a Semana Epidemiológica (SE) 25 (14 a 20 de junho), que a região Norte segue com a situação mais preocupante no Brasil. No local, o coeficiente de incidência de Covid-19 é de 1.138,4 casos por 100 mil habitantes e o índice de mortalidade em decorrência da doença é de 46,9 por 100 mil habitantes. O estado do Amapá apresenta a maior incidência (2.550,9) e o estado do Amazonas, a maior mortalidade (63,9).
Em seguida, a região Nordeste apresenta uma incidência de 655,2 por 100 mil habitantes e mortalidade de 27,9 por 100 mil habitantes. O Ceará concentra os casos (1.009,1) e os óbitos (60,4). No Sudeste, a incidência é de 421,9 e a mortalidade de 26,3. O Espírito Santo apresenta a maior incidência (851,4) e o Rio de Janeiro o maior coeficiente de mortalidade (51,1). São Paulo tem incidência de 469,9 e mortalidade de 27,2.
Os estados da regiões Sul e Centro-Oeste seguem apresentando baixas taxas de incidência e de mortalidade, quando comparados com as demais regiões. O Distrito Federal, entretanto, tem um dos piores índices de incidência do País: 1.069,2 casos por 100 mil habitantes. O número de óbitos por 100 mil habitantes é de 13,4, mostrando relativo controle em relação a outras Unidades Federativas.
No que se refere à situação epidemiológica global da Covid-19, o Brasil segue na vice-liderança do ranking de infecções e óbitos, somente atrás dos Estados Unidos. Ao fim da SE 25, os estadunidenses acumulavam 2.220.961 casos e 119.112 óbitos, enquanto o Brasil tinha 1.067.579 casos e 49.976. Números que, no caso brasileiro, já evoluíram para, respectivamente, 1.228.114 e 54.971, de acordo com os últimos números do Ministério da Saúde.
Em relação às infecções, os países são seguidos por Rússia (569.063), Índia (395.048), Reino Unido (301.815), Peru (247.925), Espanha (245.938), Itália (238.011), Chile (231.393) e Irã (200.262). Em relação aos óbitos, continuam o ranking após Brasil: Reino Unido (42.461), Itália (34.561), Espanha (30.24), França (29.617), México (20.394) e Índia (12.948).
A situação muda de figura quando os números são colocados em relação com 100 mil habitantes. Desta maneira, saltam na lista dos países com mais casos Catar (29.663), Bahrein (12.292), Chile (12.105), Kuwait (9.057), Peru (7.519) e Singapura (7.113). No que tange aos óbitos a cada 100 mil habitantes, lideram o ranking: Bélgica (837), Espanha (647), Reino Unido (625), Itália (572), Suécia (500) e França (454). Os números do Brasil nestes cálculos são, respectivamente, 5.080 casos e 238 mortes.
Hospitalizações por SRAG disparam
O boletim trouxe outro número importante na análise da situação hospitalar brasileira. Até o fim da SE 25, foram notificados 299.693 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados. Somente nesta semana epidemiológica específica, foram 5.297 hospitalizações por SRAG. Na mesma semana de 2019, esse número era de 1.651.
Ao todo, dos quase 300 mil casos de hospitalizações, 128.539 (42,9%) foram confirmados para Covid-19; 32,7% dos casos são de SRAG não especificado; 0,7% causados por Influenza; 0,7% por outros vírus respiratórios; e 0,2% por outros agentes etiológicos. Mais especificamente entre os casos da SE 25, 13,5% tiveram confirmação de Covid-19 e os demais ainda seguem ou investigação ou não foram especificados.
Na totalidade do período, 75.731 óbitos foram causados por SRAG – 47.618 com confirmação de Covid-19, 267 por Influenza, 173 por outros vírus respiratórios, 201 por outros agentes etiológicos e 23.500 por SRAG não especificado. Mais 3.972 seguem com investigações em andamento.
Em relação às Unidades Federativas, as que mais concentram óbitos por SRAG até o momento são São Paulo (22.901), Rio de Janeiro (11.949) e Ceará (6.840). Naturalmente, são os mesmos estados que tem maior número de mortes de SRAG por Covid-19 confirmado, respectivamente: 12.901, 8.986 e 4.908.
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