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25/06/2019 - APM debate Telemedicina em Congresso da Socesp
Diretores da Associação Paulista de Medicina debateram o tema Telemedicina: futuro ou realidade atual? no dia 20 de junho, em congresso promovido pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). “Essa forma de tecnologia é um instrumento que veio para ficar. É fundamental que seja regulamentada para que possamos usá-la de forma tecnicamente correta e eticamente responsável”, destacou o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral.
Na ocasião, Amaral apresentou uma pesquisa elaborada pela Associação, entre 15 e 25 de março de 2019, por meio da ferramenta on-line SurveyMonkey, para mapear a uso da Telemedicina no Brasil. Participaram 1.614 médicos. “Oitenta e três porcento dos pesquisados acredita ser benéfica a utilização de robôs para atendimento, dentro de alguns limites. Uma parte considerável ainda acredita que isso ajudaria na sobrecarga do sistema de saúde”, afirma Amaral.
De acordo com o levantamento, quase a totalidade dos médicos acredita que as tecnologias trazem avanços em consultas, além de já usarem algumas ferramentas de informática em atendimento. A divergência maior, segundo o presidente da APM, refere-se ao atendimento a distância mediado por tecnologias. Principalmente quando surgiu a resolução do Conselho Federal de Medicina nº 2.227/2018, lançada oficialmente no dia 7 de fevereiro e revogada no dia 22 do mesmo mês após protestos da classe médica.
“Quando surgiram questões a respeito, tivemos a iniciativa de reunir associados, médicos e sociedades de especialidades, em três encontros, para que pudéssemos ouvi-los e dar um posicionamento da APM e apresentar sugestões de alterações no texto ao CFM. Para lidarmos com essa situação, precisamos de diálogo, e o que faltou na discussão da resolução foi ouvir as 54 especialidades médicas, as 210 milhões de pessoas e os 450 mil médicos”, acrescenta Amaral.
Também presente à mesa de abertura do evento, o vice-presidente da APM Jorge Carlos Machado Curi concorda com a necessidade de uma resolução urgente para amparar o profissional médico que atua, muitas vezes, de forma insegura com os recursos tecnológicos, a exemplo de redes sociais de mensagens instantâneas.
“É inevitável e evidente o benefício que a tecnologia tem trazido para nós em inúmeras esferas da atividade humana. Na Medicina, frequentemente temos quebrado paradigmas, não há dúvida de que a Telemedicina é incorporada nesse aspecto. A dúvida é de como vamos usar esse método eficaz e que traz inúmeros benefícios para os nossos pacientes. Lógico, precisamos de orientação sob aspecto ético”, ressalta Curi, que também é conselheiro do CFM.
O evento foi coordenado pelos integrantes da Socesp: José Francisco Kerr Saraiva (presidente) e Renato Azevedo Junior (diretor de Relações Institucionais e Governamentais).
“É um tema atual e polêmico porque o impacto da revolução tecnológica deste século já atingiu vários setores e vai atingir profundamente a profissão médica. O intuito desta mesa foi tentar verificar como esses aspectos estão surgindo com relação à Telemedicina e como o uso de mídias sociais pode se adequar ao exercício médico ético”, resumiu Azevedo, que também é diretor Social da APM.
Participaram ainda os palestrantes Max Grinberg, que abordou Aspectos éticos e bioéticos na Telemedicina, e Marcelo Queiroga, que focou em Telemedicina Aplicada em Cardiologia.
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