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18/04/2018 - APM é palco de debate sobre tecnologias digitais na Saúde

Representantes de órgãos governamentais, instituições e empresas se reuniram no 20º Wireless Mundi, na última terça-feira (17), na sede da Associação Paulista de Medicina, para discutir os desafios e avanços das tecnologias na Saúde brasileira. Em um dos debates da manhã, sobre “A saúde pública e soluções digitais inovadoras”, o diretor de Tecnologia de Informação da APM, Antonio Carlos Endrigo, expôs as iniciativas com as quais a entidade está envolvida, como a transferência tecnológica recente de dados para uma empresa especializada em segurança digital e a ampliação do projeto Idoso Bem Cuidado.

Dentro dessa mudança estrutural, em 2016, a APM foi convidada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para integrar o projeto Idoso Bem Cuidado. Na prática, trata-se da utilização de um conjunto mínimo de dados que resgatem e guardem o histórico clínico do indivíduo, facilitando o andamento do percurso assistencial integrado entre médicos e profissionais da Saúde, de forma mais rápida e organizada. “Resolvemos apoiar a ANS nesse projeto, criando e fomentado uma estrutura tecnológica para armazenar o registro de saúde dos idosos. Reunimos vários parceiros nesse propósito”, disse o diretor de TI.

E em novembro último, o Governo Federal decretou a obrigatoriedade de todos os prestadores de serviços de Saúde - nas esferas públicas, suplementar e privada - entregarem um Conjunto Mínimo de Dados (CMD) ao Ministério da Saúde. “Esse decreto mudou o nosso projeto, que hoje não englobará apenas idosos, mas todas as faixas etárias. Então, o piloto é um teste importante para disseminar esse aplicativo. Contamos com a ajuda de mais parceiros para elaborar esse ambiente com informações dos pacientes, que serão compartilhadas com muita segurança entre os profissionais da Saúde”, acrescenta.

Além disso, a transferência da infraestrutura tecnológica para a Hewlett Packard Enterprise (HPE), atual DXC, é um dos principais projetos da APM. Desde o ano passado, os dados dos servidores passaram a ficar armazenados em nuvem privada. “Tivemos a ideia de fazer as mudanças estruturais em meados 2013 porque temíamos sofrer eventuais problemas, em razão da operação complexa do nosso armazenamento.  Há empresas no mercado que fazem isso com um nível de serviço bem melhor, mais segurança e custo menor, e é isso que contratamos”, explica Endrigo.

Ao lado dele, debateram também o diretor de Relações Governamentais da Qualcomm, Francisco Giacomini Soares; a assessora técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Marizélia Leão Moreira; e o responsável pelo Desenvolvimento de Negócios para o Segmento de Saúde da Cisco, Ricardo Santos.

A líder de Healthcare da Frost e Sullivan na América Latina, Rita Ragazzi, abordou “Saúde e Transformação Digital: tendências globais e cenário Brasil”. Sobre “As tecnologias digitais dentro dos hospitais”, explanaram o gerente de TI do Hospital Oswaldo Cruz, Fábio Gamer; o gerente executivo da Prodesp – Vertical Saúde, João Gilberto Pinheiro; o diretor técnico de Saúde III do Complexo Hospitalar Padre Bento da Secretaria da Saúde de São Paulo, Roberto de Almeida Duarte; e o gerente de Inovação do Cesar, Victor Nogales.

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