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16/05/2019 - APM e São Francisco buscam convergência
A diretoria da Associação Paulista de Medicina (APM) recebeu, em 9 de maio, o CEO da São Francisco Saúde, Lício Cintra, e o diretor de Relações Institucionais da entidade, Paulo Santini Gabriel. O intuito foi, além de apresentar a pauta de 2019 das negociações na saúde suplementar – decidida pela Comissão Estadual de Negociação –, discutir a relação entre as partes após alguns episódios conflituosos nos últimos anos.
“Mostramos todas as reclamações que recebemos dos médicos, sobretudo no interior de São Paulo, onde a São Francisco é forte. Colocamos que a remuneração é muito baixa em relação à capital, o que traz prejuízos para os profissionais do interior. E solicitamos, a exemplo do que fazemos com outras operadoras, a pauta de 2019, com 14,07% de reajuste para consultas e honorários”, explicou Marun David Cury, diretor de Defesa Profissional da APM.
O encontro também ganhou importância por conta da aquisição da São Francisco pelo grupo do Norte e Nordeste Hapvida, por R$ 5 bilhões, tornando-se uma das maiores operadoras do Brasil, agora em todo o País.
Para o diretor adjunto de Defesa Profissional da APM, João Sobreira de Moura Neto, com este encontro, a Associação cumpriu seu papel de intermediar a demanda dos médicos. “A São Francisco tem muitas queixas em relação a honorários e quanto à atuação no interior. Assim, apresentamos as queixas aos representantes da empresa e pedimos um posicionamento, que irão analisar e nos responder em breve. Foi um encontro proveitoso”, declarou.
“A APM, com suas 75 Regionais ativas e mais de 30 mil associados, é a entidade mais representativa dos médicos no estado de São Paulo e mostrou isso. Por isso, o grupo São Francisco reuniu-se com a diretoria de Defesa Profissional da Associação para entender a insatisfação dos médicos com a operadora e conhecer as nossas legítimas reivindicações”, observou Romar William Cullen Dellapiazza, diretor da 14ª Região Distrital da APM.
Ao longo dos últimos anos, no interior de São Paulo, a São Francisco Saúde chegou a atuar de maneira prejudicial aos médicos. Por exemplo, comprou a operação de Santas Casas em situação de penúria e dificultou o pagamento das dívidas das instituições com os médicos. Além disso, praticava valores de consultas muito baixos e descredenciou muitos médicos que não compactuaram com essas políticas.
Além de Marun, Sobreira e Romar, participaram pela APM: José Luiz Gomes do Amaral, presidente, Antonio Carlos Endrigo, diretor de Tecnologia da Informação, Marcos Pimenta, assessor médico da diretoria, e Francine Curtolo, assessora jurídica da entidade. Uma nova reunião deve ocorrer em algumas semanas.
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