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11/11/2018 - APM lamenta profundamente a morte de Roberto Kikawa
O assassinato brutal do médico Roberto Kunimassa Kikawa, no último dia 10 de novembro, chocou não apenas seus colegas de profissão, mas toda a sociedade brasileira. Sua despedida reuniu mais de 500 pessoas, em culto no dia 12 de novembro, realizado pela igreja Holiness do Bosque, da qual era membro, no bairro Bosque da Saúde. Em seguida, o corpo foi levado para o Cemitério da Consolação, para o sepultamento e último adeus.
Graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina, em 1994, fez residência médica em Gatroenterologia no Hospital Heliópolis, especialização em Endoscopia Digestiva no Hospital Sírio Libanês e mestrado em Cirurgia do Aparelho Digestivo pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2001. Era associado da APM desde 2000.
A Medicina paulista e nacional perde um de seus bons representantes. Em entrevistas, Kikawa costumava lembrar que a morte prematura de seu pai, de câncer, lhe inspirou a levar atendimento humanizado aos pacientes mais necessitados. Quando jovem, chegou a estudar Teologia e pretendia ser um médico missionário na África.
Mas foi no Hospital Sírio-Libanês que voltou sua atenção aos pacientes sem perspectivas de cura. Os planos de ir à África foram deixados de lado ao fazer um atendimento voluntário na zona leste de São Paulo e descobrir as "Áfricas" da periferia paulistana. Surgiu, assim, a ideia do sistema móvel para exames preventivos, que evoluiu para unidades que também realizam cirurgias.
Kikawa criou instalações móveis de atendimento gratuito à população em situação de vulnerabilidade, conhecidas como Carretas da Saúde, e que depois deram origem à Van da Saúde e ao Box da Saúde. O trabalho foi realizado pela organização não governamental CIES Global (Centro de Integração de Educação e Saúde), fundada por ele em 2008, que começou com apoio privado e depois passou a firmar parcerias com o setor público.
Para se ter ideia, apenas em São Paulo, o Cies foi responsável por 54% dos exames de imagem com médicos especialistas feitos em 2017 pelo Sistema Único de Saúde. Em dez anos, a ONG atendeu a mais de 2 milhões de pessoas pelo SUS no estado de São Paulo e também ganhou espaço no exterior, com unidades no Paraguai, na Colômbia e nos Estados Unidos.
Roberto Kikawa deixou a mulher, a oftalmologista Mirna, e dois filhos, Daniel, 15, e Ana, 13. Desde fevereiro do ano passado, a família vivia em Atlanta, nos Estados Unidos.
*Com informações da Folha de S. Paulo, Veja e CIES Global
Foto: Renato Stockler (Folha de S. Paulo)
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