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17/10/2018 - APM participa da abertura do 11º Congresso Paulista de Infectologia

Na noite da última quarta-feira (17), o presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, esteve na sessão solene de abertura da 11ª edição do Congresso Paulista de infectologia, realizada no auditório do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Nos próximos três dias de atividade, o evento visa atualizar os congressistas sobre os principais avanços científicos da área e ampliar a troca de experiências.

“A vontade de ajudar o próximo, a compaixão, e a ciência configuram a nossa profissão, mas não são suficientes sem a ética. Sabemos hoje também que com os avanços científicos, a nossa atuação tornou-se imprevisível. No entanto, esperamos continuar com esse princípio para atendar aos interesses da melhoria da qualidade de vida da população”, destacou o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral.

“Seja frente aos órgãos de saúde municipal, estadual, federal ou mundial, o nosso desafio é levar todo esse progresso técnico-científico a milhões de pessoas deste planeta”, completou Amaral, ao desejar que os temas debatidos no congresso expandam o cenário brasileiro e global.

O presidente da Sociedade Paulista de Infectologia e do 11º Congresso Paulista de Infectologia, Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros, agradeceu a todos os envolvidos na produção do evento, como a comissão científica, organizadora, áreas financeira, administrativa e secretaria, além da participação dos palestrantes nacionais e internacionais.

Segundo ele, a integração de várias frentes possibilitou definir uma programação científica bem elaborada. “Foi interessante porque escolhemos a semana que traz duas comemorações importantes, o Dia dos Professores e o Dia dos Médicos, identificadas por nós”, acrescenta.

Medeiros pontuou que, entre o ano passado e este, a assistência médica do estado de São Paulo tem vivenciado um dos maiores surtos de febre amarela, hepatite A, aumento dos casos de dengue, sífilis, infecção por HIV e ameaça de contágio por sarampo. Além de os hospitais do sistema público enfrentarem o nível endêmico de superbactérias resistentes aos antibióticos e falta de recursos, comprometendo a segurança dos pacientes.

“Neste cenário, a nossa especialidade nunca foi tão valorizada e solicitada, o que aumenta a responsabilidade da Sociedade Paulista de Infectologia, com o nosso posicionamento junto ao Ministério da Saúde e aos meios midiáticos, prezando pelo compromisso com a informação transparente, ética e profissional”, afirma. Por isso, segundo ele, o congresso objetiva aprofundar essas discussões, trazer dúvidas e soluções para melhorar as práticas cotidianas.

Já o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sergio Cimerman, abordou a atuação da entidade no contexto mundial, com destaque para a parceria recente com a Sociedade Americana de Infectologia, e o reestabelecimento de contato com a Sociedade Europeia de Infectologia.

“Engrenando nessa linha científica, temos desenvolvido vários programas de educação continuada, com seus aperfeiçoamentos nas grandes patologias. A sociedade hoje tem grande atuação em conjunto com o Ministério da Saúde, nos programa de doenças sexualmente transmissíveis (DST), hepatites virais e campanhas de vacinação. Ou seja, cumpre o cunho científico e social que se dispõe a fazer”, completa.

O conselheiro do Cremesp Rodrigo Souto de Carvalho também compareceu ao evento.

Representantes públicos
A especialista da Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde, Fernanda Rick, que atua no Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, reforçou sobre a importante atuação conjunta entre a Pasta e as sociedades paulista e brasileira de Infectologia, que contribui para a melhoria das políticas brasileiras.

“Vocês são os grandes contribuintes, não só sob o viés de se pensar em políticas públicas, mas de mostrar a realidade dos profissionais que vivem na ponta, que vivem as dificuldades diárias. Isso que nos enriquece e nos motiva a melhorar as questões tecnológicas, o acesso aos serviços de saúde, ao diagnóstico e tratamento, com igualdade e equidade, sem preconceitos e discriminações. Espaços como este, valorizamos muito”, disse.

O assessor técnico Marcos Antonio Ferlin, do Departamento da Autarquia Hospitalar Municipal, representando o prefeito do município de São Paulo, falou sobre a excelência da Medicina praticada na capital, nas áreas de pesquisa, ensino e assistência, seja no SUS ou na saúde suplementar.

“Os infectologistas têm um papel primordial nesse processo de racionalização dos custos e de melhora dos indicadores de saúde pública e privada, não só na área de vigilância epidemiológica, mas em atuação nas comissões hospitalares, de infecção, controle e liberação de antimicrobianos e na assistência propriamente dita, com diagnóstico e tratamento das doenças infectocontagiosas”, conclui.

Homenageados
Em reconhecimento à fundamental contribuição para o desenvolvimento da Infectologia, a sessão solene foi encerrada com homenagem aos especialistas Marcos Boulos, Vicente Amato Neto, Maria Aparecida Shikanai Yasuda, Roberto Focaccia, Rogério de Jesus Pedro, Sergio Barsanti Wey, Antonio Carlos Campos Pignatari e Roberto Martinez.

As informações sobre a programação científica podem ser obtidas através do portal http://www.infectologiapaulista.org.br/congresso2018/programa-cientifico/.

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