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03/04/2018 - APM participa de movimento contra a corrupção
Em luta por um Brasil livre da impunidade, a Associação Paulista de Medicina foi uma das entidades representativas que estiveram presentes em ato da última terça-feira (2), na Avenida Paulista. A mobilização ocorreu às vésperas do julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
“Não é possível entender que duas instâncias, com mais de uma dezena de juízes, tenham uma opinião de culpabilidade e nós temos de esperar entre 10 e 12 anos, talvez uma eternidade, para não se chegar a decisão alguma”, criticou o presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral.
Segundo Amaral, a questão central não está relacionada à prisão de uma pessoa, mas como uma deliberação do Supremo Tribunal Federal poderá atingir milhares de brasileiros. “Estamos vivenciando uma situação de extrema fragilidade na nossa estrutura social. Temos 207 milhões de pessoas dependendo da decisão de 11 ministros. Não é possível que 11 autoridades possam derrubar um edifício social, construído há séculos”, reitera.
O diretor de Defesa Profissional da APM, Marun David Cury, sustenta ainda que a cultura de corrupção nas instâncias públicas afeta, principalmente, a Saúde brasileira. Por isso, segundo ele, como forma de reivindicar maior responsabilidade dos políticos do País, a pressão médica é fundamental.
“Esse é um momento histórico para nós brasileiros. E a nossa classe não pode se furtar de participar desse movimento ético. Lutamos por uma Saúde digna, com mais recursos. Mas sabemos que, infelizmente, a corrupção desvia verbas elementares. Quem está lá na ponta, que precisa de assistência médica e remédio, sofre diariamente com esse impacto.”
“A Associação Paulista de Medicina, que representa a classe no estado de São Paulo, não pode de maneira alguma se desviar da participação de um evento dessa natureza”, reforça o diretor de Comunicações da APM, Everaldo Porto Cunha. A crise econômica e política brasileira, acentuada sobretudo nos últimos quatro anos, exige participação social, como afirma Cunha: “A situação é realmente grave e exige engajamento e ação de todas as forças da sociedade civil. E o médico, como sempre, faz parte dessa mobilização”, finaliza.
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