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29/07/2018 - APM participa do 23º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes

No dia 27 de julho, ocorreu a abertura oficial do 23º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes. Promovido pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (Anad), o evento objetivou atualizar e orientar médicos, profissionais da Saúde e demais especialistas envolvidos com o assunto. O vice-presidente da Associação Paulista de Medicina, Akira Ishida, participou da mesa de abertura.

O presidente da Anad e coordenador do Congresso, Fadlo Fraige Filho, fez a apresentação do médico britânico e presidente da Federação Internacional de Diabetes, Andrew Boulton, e do artista José Loreto, que convive há 20 anos com a diabete tipo 1.

“É muito significativo para nós esses dois lados da diabetes: de um lado, a ciência; do outro, o portador. Eles se enlaçam e formam um ciclo perfeito, não deixando de ser o ciclo azul, símbolo da Federação Internacional de Diabetes. Completando esse panorama, somos também favorecidos com o apoio, a participação e a presença das entidades que transitam conosco neste ciclo: sociedades médicas, faculdades, laboratórios, farmacêuticas, indústrias alimentícias e afins, todos unidos com o objetivo comum de tratar a doença”, ressaltou.

Fraige reforçou a necessidade de o poder público ampliar as leis que favoreçam a Ciência no tratamento da diabetes. “Não vamos avançar se as instâncias públicas não estiverem do nosso lado. Hoje, praticamente 80% da população depende das decisões políticas para o enfrentamento da doença. Já melhorou bastante, mas podemos progredir ainda mais.”

Em seguida, Boulton palestrou sobre Diabetes tipo 2: epidemia do século 21. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, a doença atinge hoje 425 milhões de adultos em todo o mundo e deve afetar cerca de 700 milhões de pessoas até 2045. O especialista é professor de Medicina na Universidade de Manchester, no Reino Unido, médico consultor da Enfermaria Real de Manchester e professor voluntário de Medicina da Universidade de Miami, Instituto de Pesquisa em Diabetes nos EUA.

Loreto falou da experiência pessoal de ter a doença.  “Hoje, tenho certeza que tenho uma vida muito melhor do que se eu não tivesse diabetes, porque desde moleque, enquanto meus amigos saíam para a balada, bebiam, eu fazia tudo com muita moderação. Nunca deixei de fazer nada, sou um viciado por esporte, e a minha glicose está mais equilibrada.”

Ressaltou ainda os trabalhos e apoios sociais de conscientização para o controle doença.  “Já que sou uma pessoa pública, tenho a missão de levantar essa bandeira, com meus 2,5 milhões de seguidores em redes sociais. Não é um bicho de cabeças controlar a diabetes, mas é um transtorno para quem não tem dinheiro e necessita de acesso a medicamentos, além da desinformação. Com as várias tecnologias ao nosso favor, precisamos informar e dialogar mais”, conclui.

Com um público aproximado de 3 mil profissionais, o Congresso aconteceu até o dia 29 de julho, na Universidade Paulista (Unip), unidade Vergueiro.

Fotos e texto: Keli Rocha

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