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23/05/2018 - APM presente em congresso sobre Classe Hospitalar
Entre ontem e hoje, 23 e 24 de maio, a Secretaria do Estado de Educação de São Paulo, em parceria com o Hospital São Paulo e com a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, promoveu o 3º Congresso do Estado de São Paulo no Apoio ao Escolar em Tratamento de Saúde. A Associação Paulista de Medicina (APM) esteve representada no evento por seu presidente, José Luiz Gomes do Amaral, que inclusive falou na abertura do encontro.
“Se entendermos que saúde não é apenas a ausência da doença, mas também o bem-estar do indivíduo sob todos os aspectos, a educação de crianças em tratamento é absolutamente essencial. Faz parte da atenção integral à saúde garantir que uma criança continue seu processo de formação. Temos que comemorar que hoje se trabalhe esse aspecto com muita intensidade e com a atenção de várias pessoas, do mundo todo”, declarou Amaral.
O objetivo do Congresso foi fazer os participantes refletirem e integrar pesquisadores e profissionais das áreas da educação, da saúde e do direito, interessados nas especificidades da escolarização dos alunos que enfrentam situações adversas à saúde. O evento propôs a obtenção de conhecimentos e recursos aos gestores e docentes, a fim de que possam ofertar condições favoráveis à reintegração escolar, sob a perspectiva da inclusão.
Segundo a supervisora de Ensino da Secretaria, Gilda Inez Pereira Piorino, o evento foi uma oportunidade para enriquecer o debate sobre o tema, não só entre educadores, mas também com profissionais de outras áreas. Além disso, uma excelente ocasião de formação, possibilitando aos professores refletir sobre o desenvolvimento e o uso de novas metodologias que, de fato, atendam a diversidade existente no ambiente escolar.
Classes hospitalares
Os estudantes da rede estadual paulista não ficam sem ter acesso a aprendizagem mesmo quando não conseguem frequentar uma escola, por conta de tratamento médico. Ao todo, são 19 Diretorias de Ensino que possuem classe hospitalar. Aproximadamente 54 docentes atuam nesses espaços, que são conveniados a vários hospitais em todo o estado.
Um levantamento feito pela pasta mostra que 61 classes garantem atendimento a cerca de 1.200 alunos. Não é possível afirmar um número exato de estudantes, pois os frequentadores de classes hospitalares são matriculados em salas regulares, além de serem um público flutuante.
A classe hospitalar é destinada às crianças que estão internadas, afastadas da escola e do seu convívio social, e que precisam de escolarização nesse período. Para que o atendimento durante a internação seja adequado, as professoras avaliam o conhecimento dos estudantes e começam seu trabalho a partir desse resultado.
Na classe hospitalar, o trabalho dos professores é mais integral, e o que faz diferença é a mensagem de esperança que os profissionais da educação passam para os alunos, de que eles têm uma escola que está junto com eles. “Conforme diz Piaget [Jean William Fritz Piaget, psicólogo suíço], ela vai construindo dentro de seu espaço. Ela vai construindo aprendizagens. Isso tudo vai tendo repercussões favoráveis no processo dos cuidados físicos da criança pela equipe medica”, entende Lea Chuster Albertoni, psicopedagoga e coordenadora da Classe Hospitalar Unifesp.
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