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17/07/2017 - APM repudia agressão a médico em Santa Bárbara d’Oeste
A Associação Paulista de Medicina (APM) lamenta e recrimina a agressão sofrida pelo médico Rodrigo Augusto da Rocha Recchia, plantonista do pronto-socorro Edson Mano, em Santa Bárbara d’Oeste. O ataque a socos sofrido por Recchia foi motivado por ele ter se recusado a conceder um atestado médico ao agressor.
Segundo informações do Portal G1, Recchia afirmou à polícia que fez o atendimento ao homem no pronto-socorro, na tarde da última quinta-feira (13), mas deu alta ao paciente. Logo depois, o agressor invadiu uma área privativa na unidade e exigiu um atestado médico porque havia faltado do trabalho, conforme o relato do médico aos policiais.
Ainda segundo Recchia, após ouvir que não receberia o documento para dispensa do serviço, o homem afirmou que iria matá-lo. O médico disse que conduziu o paciente até a saída do pronto-socorro, e o homem o atingiu um primeiro soco que acertou a região da boca. O profissional afirmou à polícia que tentou reagir, mas foi segurado por um segurança da unidade e acabou levando mais dois socos na face.
“Quando o ministro da Saúde, Ricardo Barros, diz que os médicos têm de parar de fingir que trabalham, além de atingir toda uma classe profissional, dá salvo-conduto para o cidadão mau caráter agredir o médico, quando tem seus interesses contrariados”, avalia Romar William Cullen Dellapiazza, diretor da 14ª Distrital da APM, que compreende a cidade de Santa Bárbara d’Oeste.
O diretor da APM refere-se à declaração do líder do Ministério, que afirmou que a adoção da biometria nas unidades de saúde do País fará “o médico parar de fingir que trabalha”. A afirmação, dada em momento de profunda crise na sociedade, também é vista com indignação por parte da APM.
“Essa agressão é um absurdo. Amanhã teremos reunião na APM e pretendo trazer esse assunto para a pauta. Talvez tenhamos que fazer um apelo ao secretário de Saúde de Santa Bárbara d’Oeste para que sejam mais adequadas as condições de trabalho para o médico. Foi um episódio a ser repudiado”, afirma Márcia Diniz, presidente da APM Santa Bárbara d’Oeste.
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