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29/09/2020 - Brasil é exemplo na produção de conhecimento durante a pandemia
Em uma pandemia, há a tendência de que a produção de conhecimento aconteça de maneira acelerada, muitas vezes desrespeitando ou encurtando os aspectos éticos e operacionais das pesquisas clínicas. Tais fatores são fundamentais para garantir a qualidade da ciência e, quando colocados em segundo plano, podem resultar em dados com pouca acurácia e/ou incorretos. Como lidar com a falta de evidências científicas de alta qualidade concomitantemente à urgência de gerar respostas confiáveis é o tema de discussão do webinar promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM).
Em 30 de setembro, das 19h30 às 21h, especialistas em Medicina Baseada em Evidências se reúnem para analisar as contribuições do Brasil para o avanço mundial no tratamento da COVID-19.
“Estamos vivendo um paradoxo. Precisamos gerar conhecimento para tratar os doentes com COVID-19 basedo em nas melhores evidências científicas, mas isso normalmente demora. Temos que nos reinventar de modo a respeitar os princípios clássicos da pesquisa clínica, sem comprometer a qualidade operacional e os aspectos éticos do atendimento aos pacientes”, afirma dr. Renato Delascio Lopes, professor de Medicina da Divisão de Cardiologia do Duke University Medical Center, diretor e fundador do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e palestrante do webinar.
De acordo com o médico, as experiências com as epidemias de AIDs, ebola, zika vírus, entre outras, já demonstraram que tentativas de gerar conhecimento sem rigor científico podem acabar prejudicando ainda mais os pacientes. Ao lado do presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, e do fundador do Centro Cochrane Brasil, Álvaro Nagib Atallah, Renato chama a atenção para o papel atuante da pesquisa brasileira na atualidade.
“Existem várias contribuições nacionais para a ciência mundial em relação ao tema COVID-19. O Grupo Coalizão, por exemplo, reuniu oito instituições que, de maneira inédita e colaborativa, desenharam ensaios clínicos e estão dando as respostas confiáveis que o mundo precisa, colocando o Brasil na vitrine científica internacional”, destaca. O especialista cita ainda a parceria do IDOR com o BCRI no estudo BRACE CORONA, primeiro e maior estudo randomizado com pacientes hipertensos com COVID-19, usando inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA) e demonstrando não haver influência dessas medicações no curso da infecção. Outras perguntas que o grupo Coalizão ja respondeu includem o papel da cloroquina, azitromicina e corticoides.
“O webinar é uma forma de manter todos atualizados sobre a produção do conhecimento de maneira séria, ética e que de fato ajude os pacientes apesar de toda o medo e incerteza do momento que todos vivemos. O Brasil está cumprindo com esses objetivos e continuará contribuindo de maneira ímpar para a ciência mundial”, finaliza dr. Renato. Após a exposição dos temas, o debate será aberto para perguntas do público.
Associação Paulista de Medicina (APM)
Data: 30 de setembro de 2020
Horário: 19h30 às 21h
Mais informações: http://associacaopaulistamedicina.org.br/
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