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17/09/2018 - Com menor financiamento, Saúde impacta IDH; Brasil segue estagnado no 79°lugar

Pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil segue estagnado em 79º lugar no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano, que analisou 189 países. Os dados foram divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), na última sexta-feira (14).

O IDH vai de 0 a 1 - quanto maior, mais desenvolvido o país - e tem como base indicadores de Saúde, Educação e renda. Na última medição, o Brasil alcançou IDH de 0,759, com uma melhora mínima em relação ao ano anterior, de 0,001.

Dentre os países da América do Sul, o Brasil ficou atrás de Chile (0,843), Argentina (0,825), Uruguai (0,804) e Venezuela (0,761); e considerando os integrantes do Mercosul, o País só ficou à frente do Paraguai (0,702).

Embora a discreta evolução do IDH brasileiro, de 0,001, tenha sido percebida nos índices de Saúde e de renda – já que o de Educação se manteve o mesmo -, o presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, demonstra preocupação por conta da EC 95/16, que congelou os investimentos das áreas básicas por 20 anos.

“A inflação da Saúde é superior aos índices gerais, o que faz com que na prática os recursos fiquem menores a cada ano, uma vez que eles serão corrigidos apenas pelo IPCA do período, mas os custos para manter o sistema aumentarão em outra proporção. Os investimentos em Educação também estão congelados, e certamente haverá impacto no IDH”, declara Amaral.

 

Desigualdade

O Pnud também avaliou, em 151 países, a perda do desenvolvimento humano devido à distribuição desigual dos ganhos do IDH. Quando esse índice é considerado, o Brasil perde 17 posições no ranking mundial e despenca de 0,759 para 0,578.

 

*Com informações do G1