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22/04/2020 - Covid-19: Amazonas é, proporcionalmente, o estado com mais óbitos

O estado do Amazonas é o mais afetado, proporcionalmente, por óbitos decorrentes do novo coronavírus. A listagem do Ministério da Saúde, publicada no Boletim Epidemiológico 13, em 20 de abril, aponta que a cada um milhão de amazonenses, 45 falecem por Covid-19. O órgão indica que a mortalidade está “muito alta” também em Pernambuco (24), Rio de Janeiro (24), São Paulo (23) e Ceará (22). Amapá (15) e Acre (9) tem índices considerados “alto”.

Entre as capitais, a tendência é a mesma, com Manaus sendo a mais afetada: são 72 mortes a cada milhão de habitantes. A mortalidade é “muito alta” em Recife (61), São Paulo (57), Fortaleza (55) e Rio de Janeiro (37); e “alta” em São Luís (36), Vitória (25), João Pessoa (21) e Macapá (18).

O Amazonas também tem o maior coeficiente de casos por milhão de habitantes: 521. O estado é seguido, entre os classificados como tendo infecções em nível “muito alto”, por: Amapá (512), Roraima (403), Ceará (381) e São Paulo (318).

Biossegurança laboratorial
O Ministério da Saúde também aponta que para a realização dos testes diagnósticos para a Covid-19, é extremamente importante que se sigam os cuidados de biossegurança. A pasta se baseia, conforme Boletim Epidemiológico 12, de 19 de abril, nas orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A primeira indicação é de que cada laboratório deve realizar uma avaliação de risco para assegurar que esteja qualificado para realizar os testes pretendidos, empregando medidas de controle de riscos apropriadas, sendo realizados somente por profissionais com qualificação demonstrada, aplicando-se rigorosamente todos os protocolos pertinentes, em todas as situações.

O Ministério orienta que ao manipular e processar amostras – incluindo sangue, para exames sorológicos – sejam seguidas as práticas e procedimentos laboratoriais básicos para as boas práticas e procedimentos para laboratórios de microbiologia.

Ao todo, o texto traz ainda recomendações sobre a manipulação e o processamento de amostras de casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus; o processamento inicial de todas as amostras; o trabalho laboratorial de diagnóstico não-propagativo; e, entre outros pontos, a higienização e o uso de equipamentos de proteção individual.

Pesquisa Vigitel
A pasta divulgou, ainda, no dia 17 de abril, o Boletim Epidemiológico 11, em que apresenta os primeiros resultados da pesquisa Vigitel Covid-19, que busca identificar e descrever padrões de comportamentos de risco e proteção para a Covid-19 na população adulta das macrorregiões do País, em uma parceria entre Ministério e Universidade Federal de Minas Gerais.

O primeiro ciclo da pesquisa foi realizado entre os dias 1º e 10 de abril. O tamanho amostral foi de, aproximadamente, 2 mil indivíduos, sendo 400 em cada macrorregião geográfica. Os números contatados foram obtidos por meio de discagem aleatória de dígitos, seguida por validação dos sorteados. A pesquisa apresenta índice de 95% de confiança.

Os dados mostraram que 36,7% dos respondentes dizem ter estado, na quinzena anterior à entrevista, em isolamento social, ter mantido o distanciamento de pessoas com sintoma da doença, ter realizado higiene regular das mãos e de objetos de uso frequente (assim como as práticas complementares de higiene), ter evitado tocar olhos, nariz e boca após contato com superfícies e pessoas e ter adotado práticas recomendadas de etiqueta respiratória.

A pesquisa também mostra que 90,9% das pessoas preferiram realizar isolamento social – que foi considerado como indivíduos que evitaram sair de casa a menos que fosse necessário, evitando aglomerações de pessoas e contato próximo, como cumprimentos ou abraços. O índice é maior no Sul, Sudeste e Centro-Oeste (92,7%), bem como entre as mulheres (92,9%).

Foto: BBustos Fotografia