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11/09/2020 - Covid-19: Brasil registra queda de óbitos, mas continua em estado de atenção

Na última quinta-feira, 10 de setembro, o Ministério da Saúde divulgou mais uma edição do Boletim Epidemiológico Especial que analisa a frequência do número de casos e óbitos ocasionados pela pandemia de coronavírus. As informações são referentes à 36ª Semana Epidemiológica – período que vai até o dia 05 de setembro – e indicam que já são mais de 26,4 milhões de casos acumulados pelo mundo.

Assim como nas análises anteriores, os Estados Unidos ainda registram o maior número de casos de pacientes infectados, com mais de 6,2 milhões. Em seguida, estão Brasil (4.123.000), Índia (4.023.179), Rússia (1.015.105) e Peru (676.848). Além disso, Estados Unidos, Brasil e Índia também correspondem aos países com o maior número de óbitos, com 187 mil, 126 mil e 69 mil, respectivamente, acompanhados por México (66 mil) e Reino Unido (41 mil).

As informações indicam que até o final da 36ª Semana, cerca de 66,5% de pessoas acometidas pelo vírus ao redor do mundo conseguiram se recuperar. O Brasil foi o país com o maior número de pacientes recuperados (3.296.702 ou 12,4% do total mundial), acompanhado pela Índia (3.180.865 ou 12%) e Estados Unidos (2.302.187 ou 8,62%).

Brasil

Mesmo diante de um cenário de queda nas mortes, especialistas demonstram que ainda é necessário cautela, com o País seguindo os protocolos de higiene e as medidas de distanciamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Isso acontece porque, apesar da redução de 8,2% da média de óbitos comparada à semana anterior, houve um aumento de 4,7% em relação ao número de novos casos.

Durante o período da 36ª Semana Epidemiológica foram registrados, no total, 276.847 casos e 5.741 óbitos por coronavírus em todo o País. A taxa de incidência, até a data final do período da análise, foi de 1.962,0 casos a cada

100 mil habitantes e a taxa de mortalidade correspondeu a 60,1 casos por 100 mil habitantes.

A publicação indica que a região Norte apresentou os maiores coeficientes de incidência e mortalidade, sendo 3.030,7 casos/100 mil hab. e 75,4 óbitos/100 mil hab. Em seguida, está o Nordeste com incidência de 2.087,00 casos/100 mil hab. e mortalidade de 62,8 óbitos/100 mil habitantes; os coeficientes do Sudeste mostram que a incidência foi 1.621,4 casos/100 mil hab. e a mortalidade de 64,3 óbitos/100 mil hab.; o Sul teve uma média de incidência de 1.579,6 casos/100 mil hab. e mortalidade de 32,2 óbitos/100 mil hab.; enquanto o Centro-Oeste demonstrou incidência de 2.865,1 casos/100 mil hab. e mortalidade de 61,3 óbitos/100 mil hab.

Neste cenário, os estados de Roraima, Sergipe, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal destacam-se dos restante do País por apresentarem taxas de incidência de casos e mortalidade acima da média dos outros estados.

O número da média diária de novos casos registrados durante a 36ª Semana Epidemiológica foi de 39.550, enquanto na semana anterior esse valor era de 37.684. Enquanto isso, o número de óbitos durante este período se encerrou com um total de 5.741 novos registros, verificando uma variação de menos 7,6% (471 óbitos), indicando uma tendência à redução, já que a média diária sobre o registro de novos óbitos na 36ª Semana foi de 820, enquanto na semana anterior o número correspondia a 887 registros.