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04/05/2020 - Covid-19: Presidente da APM participa de programa da Rádio Bandeirantes
O presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, participou do programa RB News, da Rádio Bandeirantes, na última sexta-feira, 1º de maio. Ele comentou os resultados da pesquisa feita pela Associação sobre Covid-19, debateu questões pertinentes à pandemia e esclareceu outras dúvidas sobre o assunto.
De acordo com Amaral, o momento deve ser enfrentado com equilíbrio e serenidade, apesar de haver grande apreensão por parte dos médicos, visto que mesmo o Brasil sendo um dos países que mais têm profissionais de Medicina em atividade no mundo, há uma distribuição inadequada para cada região.
“Nós achamos que existe a possibilidade de que faltem profissionais qualificados. A razão para isso, em um país que tem mais de 450 mil médicos ativos, é a desigualdade. Em alguns lugares no Norte do Brasil, por exemplo, existe um esforço grande em levar médicos e enfrentar o problema. O que está se oferecendo para eles agora, no meio desta pandemia, é algo que deveria ter sido feito há uma, duas décadas. O sistema público de saúde perdeu anos de oportunidade em se qualificar e em se equipar de recursos humanos e materiais e isso se reflete agora”, explica.
Além disso, o presidente da APM enfatizou a importância de haver profissionais capacitados para tratar não apenas o novo coronavírus (Covid-19), mas também outras enfermidades que assolam o País, como a dengue, por exemplo.
A pesquisa da Associação levantou ainda a opinião dos médicos sobre a gestão do Ministério da Saúde, à época comandado por Luiz Henrique Mandetta. “A troca nos pegou de surpresa e nos deixou perplexos. Estamos acompanhando e torcendo para que a nova gestão do Ministério da Saúde tenha bons resultados porque as nossas vidas dependem do sucesso do trabalho que será feito. O que ouvimos das entrevistas que o ministro Nelson Teich concedeu é que nada será mudado, pelo menos não neste momento, o que nos tranquiliza”, expõe Amaral.
Segundo o presidente da APM, o enfrentamento à pandemia não é algo que depende apenas dos profissionais da Saúde, mas sim das atitudes de cada brasileiro. É fundamental que a população entenda que a contribuição na luta contra o vírus pode ser feita com a adesão ao isolamento social, se atentando às medidas de higiene (como uso de máscaras e lavagem das mãos) e procurando um profissional de saúde ao apresentar qualquer sintoma atribuível à doença.
“Essas medidas são absolutamente necessárias e responsáveis, precisam ser implementadas. Os médicos são um segmento que vem sofrendo as consequências econômicas desse isolamento. Consultórios estão fechados, profissionais de diferentes especialidades estão com atividades interrompidas, outros fazem parte do grupo de risco e, portanto, estão em casa. Mesmo assim, cerca de 80% dos médicos apoiam as medidas de isolamento”.
José Luiz Gomes do Amaral encerrou a entrevista se manifestando contrário à Medida Provisória que possibilita a abreviação do curso de Medicina neste ano para os alunos que já tenham cumprido 75% da carga horária no internato. “Isso é um equívoco de dimensões catastróficas. Nós estamos tentando corrigir um problema e acabamos criando outro que poderá ser ainda muito maior. Se você abrevia a educação médica, você cria uma insuficiência na formação, na qualificação de médicos. Não se pode interromper ou reduzir um curso, particularmente no tempo do internato, que é uma fase crítica e estratégica do curso”, destaca.
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