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10/12/2017 - Departamentos e Comitês Científicos da APM são empossados

Na última sexta-feira, 8 de dezembro, durante reunião de diretoria da Associação Paulista de Medicina, 11 novas chapas foram empossadas para administrar departamentos e comitês científicos da entidade no triênio 2017-2020: Comitês Multidisciplinares de Acadêmicos, de Adolescência, de Citopatologia, de Dor, de Psicologia Médica, de Psiquiatria Forense, de Reprodução Humana e de Sexualidade Humana; e os Departamentos Científicos de Neurologia, Oftalmologia e de Psiquiatria.

Álvaro Nagib Atallah, diretor Científico da APM, recebeu os novos colegas anunciando que, apesar da crise, todos devem continuar fazendo o que sabem de melhor: o trabalho médico. “Reunir todos nessa Associação, que tanto luta pela dignidade, respeito e ética, é muito bom. Anuncio que pretendemos voltar nossas revistas às especialidades médicas e convido-os a contribuir conosco, no sentido de que as demandas dos senhores sejam atendidas, com base nas boas evidências. Celebro a inauguração da atividade de vocês e me coloco à disposição para que a atividade da APM corresponda aos seus anseios.”

A composição completa dos 11 departamentos e comitês empossados pode ser encontrada aqui. Outros 30 comitês e departamentos científicos da APM tiveram suas diretorias escolhidas por meio de convênios com as sociedades paulistas de especialidades [veja a composição de cada um aqui]. Cada departamento e comitê é composto por um presidente, dois secretários e um coordenador científico. Tanto as chapas quanto as indicações das sociedades de especialidades foram entregues à APM até o dia 25 de setembro.

 

Expectativas

“Agradeço a honra e o privilégio de assumir o comitê. Temos grandes projetos pelos próximos três anos. Entendemos que há uma popularização do curso de Medicina e vemos isso com certo cuidado e atenção, já que tornar-se médico é algo muito sério. Pretendemos utilizar a APM como grande núcleo de acadêmicos, para que tenham possibilidade de conhecer ligas, fazer pesquisas e se envolver com a comunidade – entendendo a importância do que é conviver com o ser humano. Nossa meta é crescer 30 anos nestes três. Espero conseguir”, Eduardo Davino Chiovatto, presidente do Comitê Multidisciplinar de Acadêmicos.

“Pretendemos manter os projetos que já estão em andamento. Um deles é o de videoconferência mensal falando sobre portadores de transtorno de aprendizado, que visa instrumentalizar pessoas de comunidades distantes a refletirem sobre a questão. As consequências nas vidas dessas pessoas muitas vezes são mais graves que os próprios transtornos. Queremos, então, estimular essa reflexão”, Wimer Bottura Junior, presidente do Comitê Multidisciplinar de Adolescência.

“É um prazer continuar participante deste comitê. O nosso objetivo é levar educação sobre o tratamento da dor nas diversas especialidades, não somente aos ortopedistas e neurologistas, por exemplo. Além disso, temos um grande objetivo que é realizar, em 2019, um congresso paulista de dor, junto da APM. Queremos promover, ainda, várias reuniões, simpósios e jornadas, não só na capital, mas também nas Regionais da APM”, Telma Regina Mariotto Zakka, presidente do Comitê Multidisciplinar de Dor.

“Durante o ano, fazemos quatro reuniões em que chamamos várias especialidades para falar sobre como lidar com pacientes. Precisamos passar o ensinamento da necessidade de bondade para olhar, estudar e ajudar o paciente na demanda que ele necessita em termos humanos. A nossa finalidade é trazer cada vez mais essas questões do escutar e do olhar. Temos que lembrar que lidamos com pacientes de mentes vivas”, Décio Gilberto Natrielli, presidente do Comitê Multidisciplinar de Psicologia Médica.

“Temos como horizonte transformar esse espaço de reunião do comitê em um foro de discussões em São Paulo, tentando trazer colegas das faculdades e hospitais que têm relação com a área. Para isso, temos intenção de fazer reuniões mais introdutórias, além de outras mais aprofundadas. Uma ideia básica é fazermos parcerias com outras especialidades, além de profissionais do Direito e da Psicologia”, Plínio Luiz Kouznetz Montagna, presidente do Comitê Multidisciplinar de Psiquiatria Forense.

“Uma das primeiras coisas que faremos é nos inteirarmos sobre o que já foi feito, aproveitando as coisas positivas para, no futuro, trazer melhorias. Queremos voltar a ter reuniões do departamento também. É importante nos integrarmos às disciplinas correlatas, como a Urologia, a Genética, a Endocrinologia e a Radiologia”, Renato Fraietta, presidente do Comitê Multidisciplinar de Reprodução Humana.

“Sou obstetra e atuo na defesa da questão do parto, do nascimento. Enxergo neste comitê a possibilidade de reunir os principais expoentes da sociedade e realizar essa discussão de peso, juntando inclusive os acadêmicos. É um desafio juntar essas pessoas e o que temos de melhor na APM para rediscutir o papel do médico na questão do nascimento no País”, Alberto Jorge de Souza Guimarães, presidente do Comitê Multidisciplinar de Sexualidade Humana.

“É um grande prazer reassumir esse posto. Nós temos o Congresso Paulista de Neurologia, há 20 anos, criado aqui na APM, onde pretendemos continuar. Hoje, o evento é tido como o melhor congresso de Neurologia do Brasil. Pretendemos não só manter esse padrão, mas aprimora-lo, avançando em qualidade e quantidade. Além desse foco, vamos continuar as atividades científicas, como palestras e cursos, desenvolvidas de modo presencial ou via internet”, Rubens José Gagliardi, presidente do Departamento de Neurologia.

 

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