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11/03/2020 - Diretor da APM participa de conferência da Associação Médica Mundial
Nos dias 5 e 6 de março, São Paulo sediou Conferência da Associação Médica Mundial (World Medical Association - WMA) para a revisão do Código Internacional de Ética Médica. Inteligência artificial, Telemedicina, mídia social, síndrome de burnout e condições de trabalho e segurança do paciente foram os principais pontos discutidos. O vice-presidente da Associação Paulista de Medicina Roberto Lotfi Júnior esteve presente no encontro, representando a entidade.
“Nas quatro grandes mesas de discussão, as condições de trabalho e a violência contra os médicos foram alguns dos temas debatido. Independentemente do país, vimos muitos problemas em comum”, destaca Lotfi.
As considerações dos 50 representantes, sendo 20 brasileiros e 30 de diversos países, foram coletadas pela WMA. “Muito provavelmente, assim que as conclusões forem definidas, o Conselho Federal de Medicina também seguirá os princípios e atualizará o nosso Código de Ética Médica”, afirma o vice-presidente da APM.
O Grupo de Trabalho que está revisando o Código Internacional de Ética Médica decidiu fazer encontros regionais em diferentes partes do mundo para recolher sugestões das diferentes associações médicas que a compõem.
O primeiro evento foi nos dias 6 e 7 de fevereiro, no Kuwait, voltado para a região do Mediterrâneo Oriental. O segundo, que ocorreu em São Paulo, é voltado para a região da América Latina. Os próximos ainda não estão programados em termos de cidades e datas, mas sabe-se que haverá pelo menos um na Ásia e outro na África.
A redação do Código Internacional de Ética Médica foi baseada na Declaração de Genebra, uma reformulação do juramento de Hipócrates, promovida pela WMA em setembro de 1948, após a Segunda Guerra Mundial. Em seus princípios fundamentais, incluiu-se temas como direitos humanos. No Brasil, a construção do próprio código de conduta ocorreu em 1867, com oito códigos de conduta médica; o último, ainda em vigor, data de 1988.
O secretário geral da WMA, Otmar Kloiber, falou da necessidade de valorizar e revisar as diferentes opiniões éticas, cobrindo as variedades regionais por meio de conferências locais, além de incluir ao debate cuidados paliativos e a linguagem neutra de gênero.
“Novos desafios éticos estão implícitos no uso de novas tecnologias. Eles raramente são entendidos e não são regulamentados. Os médicos terão que se familiarizar com as novas tecnologias, refletir e analisar os problemas. Como manter a autonomia e a independência clínica, mas também aderir às nossas obrigações éticas, especialmente confidencialidade e privacidade? A tecnologia pode ter efeitos sobre a igualdade, pode produzir desigualdades ou talvez usada para reduzir as desigualdades”, acrescentou.
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