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21/05/2021 - Duas doses de Oxford chegam a efetividade de 90%, diz estudo
Duas doses da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 podem ter segundo a Public Health England (PHE), agência pública de saúde da Inglaterra, efetividade de 85 a 90%
— Os dados são impressionantes —diz Mauro Schechter, professor titular de Infectologia da UFRJ. — Em especial por envolver tanta gente, ser de um dos países com melhor serviço de saúde pública do mundo, que testa à beça, é muito informatizado, e o berço da epidemiologia.
No relatório de vigilância semanal, a Public Health England informou que a efetividade estimada da vacina AstraZeneca, desenvolvida na Universidade de Oxford, foi de 89% em comparação com pessoas não vacinadas. Isso se compara à eficácia estimada de 90% contra doenças sintomáticas para a vacina Pfizer-BioNTech.
Com apenas uma dose da AstraZeneca, a efetividade na prevenção dos casos sintomáticos varia entre 55% a 70%. O resultado é o mesmo para a vacinada Pfizer. Ainda não foram divulgados dados sobre a efetividade de duas doses da vacina da AstraZeneca sobre hospitalização, mortalidade ou transmissibilidade.
A PHE informou que as descobertas preliminares são as primeiras de seu tipo sobre a efetividade de duas doses da AstraZeneca no mundo real, mas advertiu que os resultados são de “baixa confiança”, uma vez que “poucas evidências estão disponíveis no momento e os resultados são inconclusivos”. O alerta seria uma questão estatística, já que menos pessoas no país vêm contraindo o Sars-CoV-2: — Tudo depende do número de casos que você tem, quando há muitos casos o intervalo de confiança é pequeno, então existe muita confiança nos resultados. Quando há poucos resultados, o intervalo de confiança é grande e a certeza é menor —explica Schechter.
Até maio de 2021, o percentual de ingleses vacinados com a primeira dose da vacina foi de 49,4% e com a segunda dose, foi de 27,8%.
Para Natalia Pasternak, microbiologista, presidente do Instituto Questão de Ciência e colunista do GLOBO, mesmo o estudo mostra um quadro muito positivo: — Os resultados são excelentes, mostrando uma efetividade para prevenção de doença maior do que a observada nos testes clínicos. Alguns fatores devem ser levados em conta antes de extrapolar o resultado para outros países, a presença de variantes diferentes, e a observação do lockdown. Em locais com maior circulação da doença e com variantes diferentes, essa efetividade pode variar. Mas ainda assim, excelentes resultados de mundo real.
A vacina de Oxford/AstraZeneca é a maior aposta do governo brasileiro, que fechou contrato de compra com previsão de transferência de tecnologia do imunizante para produção no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
NOVAS ENTREGAS A Fiocruz prevê entregar, hoje, cerca de 5,3 milhões de doses da vacina Oxford/ AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com isso, a fundação ultrapassa a marca de 40 milhões de doses entregues, sendo 36,2 milhões produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz)e o restante de doses importadas prontas da índia.
A produção do imunizante foi interrompida temporariamente, a partir de ontem. Com a chegada da nova remessa de ingrediente farmacêutico ativo (1FA), prevista para amanhã, a expectativa é que, já na próxima terça- feira, dia 25, a produção seja retomada normalmente pela Fiocruz.
Atualmente, a capacidade de produção da fundação atinge cerca de 1 milhão de doses por dia. Ao todo, a Fiocruz já produziu em torno de 50 milhões de doses do imunizante. As demais doses produzidas se encontram em diferentes etapas do processo de controle de qualidade.
Não há ainda previsão de que a interrupção temporária possa impactar entregas futuras. A fundação explicou que, caso haja impacto, será avaliado e comunicado mais à frente. “O cronograma de entregas permanece semanal, sempre às sextas-feiras, conforme pactuado com o Ministério da Saúde, seguindo a logística de distribuição definida pela pasta”, conclui a Fiocruz.
Fonte: O Globo
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