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24/03/2020 - Em meio à pandemia de coronavírus, Brasil enfrenta quase 400 mil casos de dengue

O último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, referente às Semanas Epidemiológicas de 29 de dezembro de 2019 até 14 de março de 2020, mostra um avanço significativo no número de casos prováveis de dengue: o País já registra mais de 390 mil.

Isso equivale a uma taxa de incidência de 185,9 casos a cada 100 mil habitantes. Dessa forma, a região Centro-Oeste foi a que apresentou os maiores registros, com 437 casos por 100 mil habitantes. Em seguida, está a região Sul (420,1 casos), Sudeste (178,6 casos), Norte (63,9 casos) e Nordeste (com 41,8 casos). Diante desta situação, destacam-se os estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Paraná.

Até 14 de março, 257 casos de dengue grave e 3.519 casos de dengue com sinais de alarme foram confirmados, enquanto outros 437 seguem em investigação. Dos 106 óbitos por dengue, 80 foram documentados diante de critério laboratorial, sendo 30 no Paraná, 25 em São Paulo, 13 no Mato Grosso do Sul, cinco no Mato Grosso, três no Distrito Federal, um em Goiás, um no Rio de Janeiro, um no Acre e um no Amazonas.

Já as mortes registradas por critério clínico-epidemiológico somam 26 casos. Quinze deles no Paraná, três no Mato Grosso do Sul, dois em Minas Gerais, dois em São Paulo, um no Acre, um no Amazonas, um no Rio de Janeiro e um em Goiás. Enquanto isso, outros 182 óbitos estão sendo investigados e é importante ressaltar que a faixa etária acima dos 60 anos concentra 60,4% dos óbitos por dengue confirmados até então.

Sobre o Chikungunya, 11.453 casos prováveis - com incidência de 5,4 casos por 100 mil habitantes - foram registrados. Assim como nas atualizações passadas, Sudeste e Nordeste continuam sendo as regiões que apresentam as maiores taxas de incidência, com 6,77 e 6,72 casos a cada 100 mil habitantes, respectivamente. Os casos prováveis de Chikungunya no Brasil estão concentrados nos estados do Espírito Santo (24,0%), Rio de Janeiro (20,0%) e Bahia (19,3%).

Os óbitos confirmados por Chikungunya seguem o critério laboratorial, sendo um na Bahia (englobando a faixa etária dos 50 a 59 anos), um no Rio de Janeiro (vítima com a faixa etária inferior a um ano de idade) e um no Mato Grosso do Sul (faixa etária de 20 a 29 anos).

Por fim, os dados apresentados para Zika Vírus são referentes ao período entre 29 de dezembro de 2019 a 7 de março de 2020: 1.395 casos prováveis – na taxa de incidência de 0,66 caso por 100 mil habitantes – foram registrados. O Centro-Oeste é a região com a maior taxa de incidência (1,58 caso), seguida pelo Norte (0,94 caso), Nordeste (0,82 caso), Sudeste (0,49 caso) e Sul (0,20 caso). O Ministério não divulgou se houve mortes por Zika até a data documentada.