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25/08/2020 - Entre 2008 e 2019, Brasil registrou mais de 10,6 milhões de casos de dengue

Anualmente, as arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti são uma questão de saúde pública e foco de atenção por parte das autoridades de todo o Brasil. Desde o ano de 2015, a transmissão simultânea de dengue, Chikungunya e Zika Vírus causam grandes epidemias. Dos casos notificados entre 2008 e 2019, inclusive, mais da metade se concentra nos últimos cinco anos, conforme mostra o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

Neste período, aproximadamente 11,6 milhões de casos de dengue, Chikungunya e Zika Vírus foram registrados em todo o País, concomitantemente aos mais de sete mil óbitos pelas doenças. Neste cenário, a dengue se destacou por, isoladamente, concentrar 91% dos casos (10,6 milhões) e 91,2% dos óbitos (6.429), indicando uma ampla necessidade de atenção frente ao combate.

As maiores taxas de incidência de dengue, durante 2008 a 2019, concentraram-se nos estados do Acre (15.185 por 100 mil habitantes), Goiás (14.951/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (11.301/100 mil hab.), Minas Gerais (10.015/100 mil hab.) e Espírito Santo (9.593/100 mil hab.).

Durante o mesmo período, os estados com maior número absoluto de óbitos por dengue foram Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo, todos com registros de mais de 500 mortes.

Os casos de Chikungunya analisados pelo boletim são referentes de 2014 a 2019. Eles indicam que as maiores taxas de incidência acumuladas foram dos estados do Ceará, que apresentou 1.707 casos a cada 100 mil habitantes, e Rio Grande do Norte, com 1.301 casos por 100 mil habitantes.

Os estados do Rio de Janeiro e Roraima também se destacam por registrarem 869 e 696 casos/100 mil habitantes, respectivamente. O Ceará é o estado com o maior número absoluto de óbitos (193), seguido por Rio de Janeiro (106), Pernambuco (70), Rio Grande do Norte (67) e Paraíba (43). Ao todo, foram confirmados 593 óbitos ao redor do país.

Já a incidência de Zika Vírus, de 2015 a 2019, teve as maiores taxas em Mato Grosso (937,5/100 mil hab.), Bahia (601,4/100 mil hab.) e Rio de Janeiro (517,6/100 mil hab.). Neste cenário, é fundamental relembrar que os casos de Zika só passaram a ganhar notificação compulsória a partir de fevereiro de 2015, após a epidemia se alastrar por diversas regiões do Nordeste. Foram 26 óbitos por Zika Vírus notificados em dez Unidades Federativas, com destaque para Paraíba e Rio de Janeiro.

O perfil das arboviroses indica que os pacientes infectados são pessoas de ambos os sexos, configurando diferenças nas idades conforme os anos de análises. Pacientes com comorbidades, como hipertensão e diabetes, e faixa etária acima de 60 anos apresentaram maior letalidade para casos de dengue e Chikungya, enquanto a faixa etária acometida pelo Zika Vírus foi, em maior parte, entre zero e nove anos de idade.