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03/08/2020 - Hepatites virais: Brasil acumula mais de 650 mil casos nos últimos 20 anos

O Ministério da Saúde, através do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, divulgou, em julho, um balanço epidemiológico das hepatites virais no Brasil.  

Foram 673.389 notificações, entre 1999 a 2019, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Deste universo, 168.036 (25,0%) são referentes aos casos de hepatite A, 247.890 (36,8%) aos de hepatite B, 253.307 (37,6%) aos de hepatite C e 4.156 (0,6%) aos de hepatite D.

A maior proporção das infecções pelo vírus A (30,1%) concentra-se na região Nordeste. Na região Sudeste observam-se as maiores dimensões dos vírus B e C, com 34,5% e 59,3% dos casos respectivamente. A região Norte tem 74,4% do total de confirmações de hepatite D (ou Delta).

De acordo com as informações do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, a hepatite A – causada por um vírus RNA de fita simples positiva, pertencente à família Picornaviridae – é transmitida via fecal-oral e interfere na função hepática, desencadeando uma resposta imune que leva à inflamação no fígado.

A hepatite B, por sua vez, está presente no sangue e secreções, também agride o fígado e é uma infecção sexualmente transmissível. Já a hepatite causada pelo vírus C pode se manifestar de forma aguda ou crônica. De caráter silencioso, cerca de 60% a 85% dos casos se tornam crônicos e, em média, 20% evoluem para cirrose ao longo do tempo. Por fim, conhecida como Delta, a hepatite viral crônica D é forma mais grave de infecção, com progressão mais rápida para cirrose, descompensação, carcinoma hepatocelular (CHC) e morte.

De 2000 a 2018, foram identificados no estado brasileiro 74.864 mortes associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Em temos percentuais, 1,6% tiveram a hepatite viral A como causa de óbito; 21,3%, hepatite B; 76,02%, hepatite C; e 1%, hepatite D.