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26/05/2020 - Hospitalizações por SRAG chegam a 140 mil

O Brasil acumulava, até o fim da Semana Epidemiológica 20 (período de 29 de dezembro de 2019 a 16 de maio de 2020), 139.622 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – um incremento de 637% em relação ao mesmo período de 2019. Os homens representam mais da metade (54,4%) dos casos. Entre eles, a faixa etária com o maior número de casos (17,4%) é a de indivíduos de 50 a 59 anos. Entre as mulheres, os casos ocorrem mais (15,5%) entre mulheres de 60 a 69.

As informações estão no Boletim Epidemiológico Especial 16, publicado em 18 de maio pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O documento aponta que entre as hospitalizações por SRAG, 39.064 delas são em decorrência da Covid-19. Outras 1.792 são por influenza e 2.182 por outros vírus respiratórios. Mais de 48 mil casos não foram especificados e 47.873 estão em investigação.

A análise do órgão governamental aponta, ainda, que desde o início da pandemia da doença causada pelo Sars-CoV-2, o diagnóstico laboratorial se destacou como ferramenta essencial para confirmar os casos e, principalmente, para orientar estratégias de atenção à saúde, isolamento e biossegurança para profissionais da Saúde.

Desta forma, o Ministério aponta que a Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (RNLSP) é de suma importância na identificação do agente etiológico, análise antigênica e genética. Diz o texto: “As padronizações do diagnóstico, fluxos e prazos permitem comparação de resultados e a operacionalização de um monitoramento sistemático dos dados gerados pela RNLSP, com objetivo de subsidiar a tomada de decisão e de resposta em saúde pública referentes às ações de vigilância à Covid-19”.

A rede nacional de laboratórios faz parte do Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (Sislab), constituída por 27 laboratórios centrais de saúde pública (Lacen), nos 26 estados e no Distrito Federal; um laboratório de referência nacional e dois laboratórios de referência regional. O laboratório de vírus respiratórios e sarampo do Instituto Oswaldo Cruz da Fiocruz/RJ, o laboratório de vírus respiratório do Instituto Adolfo Lutz (SP) e o Instituto Evandro Chagas são responsáveis pelas análises complementares às realizadas pelos Lacen.

Estes são credenciados na Organização Mundial de Saúde como Centros Nacionais de Influenza (NIC) e fazem parte da rede global de vigilância da influenza e outros vírus respiratórios. Os Lacen são responsáveis pela base da informação utilizada para vigilância a partir da identificação do agente etiológico. Eles realizam o processamento inicial das amostras coletadas, incluindo aliquotagem, estocagem e diagnóstico laboratorial viral. Os laboratórios de referência são responsáveis pela caracterização antigênica e genética dos vírus circulantes e identificação de novos subtipos.