IVB desenvolve soro inédito para combater veneno de abelha
04/07/2017 - IVB desenvolve soro inédito para combater veneno de abelha
No entanto, o veneno que a abelha solta ao picar pode causar reações um pouco mais graves, principalmente quando a pessoa tem alergia. Pensando nesses casos, o Instituto Vital Brazil (IVB), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, está desenvolvendo uma medicação inédita que vai agir contra a substância.
Em parceria com o Centro de Estudos e Venenos de Animais Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista de Botucatu (Cevap/Unesp), os pesquisadores estão trabalhando em uma tecnologia de produção e um soro próprio, que deverão, inclusive, ser exportados para outras nações, já que países asiáticos já manifestaram interesse nesse sentido.
Desenvolvimento
Há um ano o soro antiapílico vem sendo testado. Dez pessoas que tiveram múltiplas picadas de abelha estão recebendo a medicação, e os resultados têm empolgado os pesquisadores. “Nesta fase de testes, a gente vê segurança. Nesses dez pacientes em que o soro foi aplicado, correu tudo bem, na medida do esperado”, afirmou o médico veterinário Luís Eduardo Cunha, assessor da diretoria científica do IVB e doutorando em medicina tropical pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Para este mês, o instituto solicita à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a extensão, por mais um ano, da atual fase de testes, chamados estudos clínicos, com a intensão de testar o soro em mais 10 pacientes, antes que o remédio seja registrado e disponibilizado.
“Até julho do ano que vem, a gente tem que totalizar 20 pacientes, que é o número que estabelecemos para esse estudo. Como a gente não pode inocular o veneno nas pessoas e depois o soro para testar, e tem que esperar acontecer os casos, isso dificulta um pouco o processo. A gente necessita que os casos aconteçam naturalmente e que sejam perto de onde a gente tem soro”, indicou o assessor da diretoria científica do IVB.
Casos
De acordo com as últimas informações do Ministério da Saúde, embora ainda provisórias - conforme observou Cunha -, apontam que em 2014 ocorreram pouco mais de 14 mil casos de picadas de abelha no Brasil. Já no ano seguinte, o número recuou para 13 mil registros, caindo ainda mais em 2016, com aproximadamente 12 mil casos.
Nos últimos três anos, a incidência por 100 mil habitantes revela sete óbitos por veneno de abelha em 2014, 12 em 2015 e 25 em 2016. A média é 30 mortes por ano para 10 mil a 12 mil acidentes, revelou o assessor do IVB.
A maior prevalência de casos de picada de abelha é entre crianças e idosos. Cunha salientou que, proporcionalmente, o resultado é muito parecido ao que acontece com os casos de mortes com picadas de serpentes, em que são registrados atualmente 110 óbitos para cerca de 30 mil envenenamentos.
IG
Educação Médica
Valorização de Honorários
Financiamento da saúde
Carreira de Estado
Redução de impostos
Pesquisas Datafolha