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15/08/2017 - Médico jovem: APM realiza evento com residentes da EPM/Unifesp

Abertura de empresa e opções tributárias são algumas das dúvidas com as quais o médico se depara ao começar a trabalhar. Em continuidade ao projeto de aproximação com os jovens profissionais da Medicina e para trazer esclarecimentos sobre estes e outros assuntos de interesse do público, a Associação Paulista de Medicina, em parceria com a Associação dos Médicos Residentes da Escola Paulista de Medicina (Amerepam), promoveu um evento com cerca de 100 pessoas na última terça-feira (15), no Restaurante Lilló, próximo à EPM - patrocinado pela empresa do setor imobiliário Vitacon.

“Estamos passando por um processo de transição na Medicina. No passado, ser médico por si só já era suficiente. Hoje, além de exercer o cargo, precisamos ser técnicos de laboratório, lidar com situações político-econômicas, conhecer formas de investimentos, lutar pela valorização do médico frente à sociedade, etc. Todas essas questões impactam o recém-formado, que está chegando ao mercado de trabalho. Pensando na importância que ele tem, estamos tentando prepará-lo para a realidade que enfrentará”, destacou Davi Jing Jue Liu, presidente da Amerepam.

Como a maior parte dos médicos hoje atua como pessoa jurídica, Guaci Rangel, diretor da Esca Assessoria Contábil e Tributária, empresa parceira da APM, falou aos presentes: “Alertarmos os médicos sobre a atuação do fisco perante as empresas, porque muitos abrem pessoa jurídica por necessidade e não sabem lidar com as tributações. Os profissionais precisam se conscientizar das penalidades, bem como ter uma assessoria contábil para cuidar de todas as obrigações de forma preventiva, evitando futuras multas e chateações”. Para se ter ideia, de acordo com ele, uma empresa que não cumpre as obrigações tributárias tem um custo anual de R$ 29 mil apenas em multas e penalidades.

O evento foi mediado pelo gerente Comercial e de Marketing da Associação Paulista de Medicina, Jorge Corrêa de Assumpção Neto. Na ocasião, ele expôs os diversos benefícios oferecidos aos associados além do desconto para a assessoria contábil, fiscal e de folha de pagamento, como cobertura gratuita em caso de perda de renda temporária, curso de qualificação em gestão de saúde – MBA Executivo e descontos em produtos e serviços nas áreas de lazer e para a compra de automóveis, por exemplo.

“O principal objetivo da entidade é representar a classe médica, tornando-se cada vez mais forte diante das questões de maior interesse, por exemplo a valorização profissional. Além disso, quanto mais serviços e benefícios os associados utilizam, mais vantagens obtêm, economizando um valor muito superior ao investido na contribuição associativa”, declarou Assumpção.

O presidente da Amerepam, que é residente em Oncologia Clínica, complementou que a iniciativa pioneira em parceria com a APM tende a se repetir. “O nosso primeiro projeto foi justamente pensar na relação das pessoas jurídicas, seus riscos e benefícios, para criar um espaço de esclarecimento de dúvidas. Daqui para a frente, vejo um mundo bastante amplo de possibilidades”, garante.

No próximo dia 2 de setembro, das 9h às 17h, a APM realiza seu II Encontro de Médicos Jovens – Docs 2, com debates sobre a carreira médica nos setores público, privado, acadêmica e empreendedorismo. As inscrições são gratuitas, participe!

Percepção
“Desde que me graduei, isso já faz alguns anos, me deparei com questões abordadas aqui hoje alguns lugares solicitando pessoa física, outros jurídica. Não sabia quais as vantagens e custos entre PJ e PF pois, infelizmente, isso não é ensinado na faculdade de Medicina. A gente acaba errando e acertando. A reunião hoje ajudou a ter outra visão”, disse Luana Kim, R1 em Medicina Física e Reabilitação.

“Foi muito pertinente esse encontro, pois consegui orientações sobre uma série de assuntos que não vemos nem na graduação nem na residência, mas que fazem parte do dia a dia. Aprendemos sempre da forma mais difícil, na prática”, ressaltou Caio Gallassi, R3 de Geriatria.

“Temos uma defasagem no nosso currículo sobre questões extraconduta médica, por isso, eventos como esse são importantes. É uma forma também estabelecermos contato, fazer networking com médicos de outras especialidades, porque no dia a dia é muito corrido para nós”, acrescentou Bruno Maurício de Oliveira, R2 de Oftalmologia.

A cardiologista Maria Cecília Xavier Souto, que também está no primeiro ano de eletrofisiologia, abriu recentemente uma empresa com mais três médicos. “Somos pressionados a ter pessoa jurídica para receber dos hospitais, ou seja, de uma maneira ou outra somos inseridos no tema. Vim com esse intuito de compreender um pouco mais, o que realmente é direito e dever.”

 

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