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20/05/2018 - Médicos Definem Pauta de Negociação para 2018

Correção imediata de 12,70% e apresentação de um plano progressivo para recompor perdas históricas são alguns dos pontos

A COMISSÃO ESTADUAL de Negociação com os planos de saúde, formada pela APM, Simesp e membros do Cremesp, com apoio da Academia de Medicina de São Paulo, das sociedades de especialidades e das Regionais da Associação, iniciou discussões sobre a pauta de reivindicações do ano em fevereiro. Após alguns encontros, as propostas foram elencadas em quatro reivindicações principais, a serem apresentadas às operadoras em reuniões ao longo de 2018:

  • Correção de 12,70% nos valores de consultas e procedimentos médicos;
  • Recomposição dos honorários de procedimentos médicos, utilizando como base a “portificação” da Classificação Brasileira de Procedimentos Médicos (CBHPM) e proposta de um plano progressivo de reajuste;
  • Negociação prévia de qualquer formato de remuneração médica (DGR, pacotes, capitation, consulta global, entre outros) que seja diferente do atual pagamento por
    serviços prestados;
  • Estabelecimento de canal permanente de relacionamento e negociação com as entidades médicas.

A proposta de correção dos honorários é resultado de uma equação que envolve tanto a inflação (2,7%) – medida pelo IPCA – quanto uma recomposição real (10%).

Ainda que os avanços no valor das consultas sejam perfeitamente constatáveis, a partir da atuação da Comissão, em 2012, há como evoluir. As lideranças médicas entendem que deva ser de, aproximadamente, R$ 170. Isso porque, em 1996, houve uma pactuação entre várias entidades que definiu o valor da consulta em R$ 29, e a correção inflacionária desde então resultaria neste número.

Outro ponto importante que integra a pauta de 2018 é o de novos modelos de remuneração médica – como os pacotes, o managed cared e o capitation, entre outros. Para Marun David Cury, diretor de Defesa Profissional da APM, é fundamental que isso seja discutido com as operadoras. “Já há colegas que estão recebendo sugestões de modelos diferenciados, mas nós precisamos entender o que é o melhor para a população e para o profissional”, avalia.

João Sobreira de Moura Neto, diretor adjunto de Defesa Profissional da APM, realiza uma leitura parecida: “Me preocupa muito que haja um movimento de vinculação de pagamento só pensando em melhore resultados, pois sabemos que isso é uma jogada puramente econômica. Precisamos nos preparar para esse embate”.

Publicado na Revista da APM - edição 699 - maio 2018