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02/06/2020 - Médicos e outros profissionais da Saúde estão entre as vítimas fatais da Covid-19

Pelo menos 21 profissionais da Saúde da rede municipal de São Paulo foram a óbito em decorrência da Covid-19. O número, divulgado pela Prefeitura da cidade, diz respeito aos dados compilados até o dia 27 de maio. O poder público também anunciou que, ao todo, 5.082 trabalhadores foram afastados – 3.035 com síndrome gripal e 2.026 com confirmação de infecção pelo novo coronavírus.

Os números têm subido a cada anúncio semanal da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Em 22 de abril, por exemplo, eram 3.106 profissionais afastados, 2.354 deles com síndrome gripal e 713 com Covid-19. Os óbitos eram 13.

O Governo do Estado de São Paulo, por sua vez, registrou 20 óbitos de profissionais da sua rede de Saúde. Ao todo, 8.258 trabalhadores foram afastados por suspeita ou confirmação de Covid-19. Destes, 4.916 já se recuperaram e voltaram às atividades. Todos os números são referentes a 18 de maio, data que o órgão informou ter feito a última compilação.

A Secretaria de Estado da Saúde ressaltou que a doença costuma afetar as pessoas infectadas por cerca de 14 dias e que os profissionais infectados contam com atendimento nas próprias unidades onde atuam ou em qualquer serviço do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, a rede de serviços estaduais de Saúde conta com mais de 140 mil profissionais.

A única divulgação em nível federal sobre profissionais infectados ocorreu em 14 de maio. Na ocasião, o Ministério da Saúde havia identificado 199.768 profissionais de Saúde com suspeita de Covid-19. Destes, 31.790 foram confirmados e 53.677 descartados – com os demais mantidos em investigação. A pasta destacou que os enfermeiros, técnicos ou auxiliares de Enfermagem são os mais atingidos (51,1%), seguidos dos médicos (13,3%).

Mais especificamente sobre os médicos, segundo levantamento realizado pelo Globo e divulgado em 21 de maio, 113 profissionais morreram desde o início da pandemia. Levando em conta as data de publicação e de registro do primeiro óbito, em 16 de março, o número representava uma média de dois médicos mortos a cada dia. O jornal apurou os dados junto aos Conselhos Regionais de Medicina e aos sindicatos.

Conforme divulgado pelo veículo, o Rio de Janeiro é o estado com o maior número de vítimas no período: 30. Até então, o ranking seguia da seguinte maneira: Pará (27), São Paulo (26), Pernambuco (6), Amazonas, Minas e Paraíba (4), Ceará e Rio Grande do Norte (3), Paraná e Bahia (2), Alagoas e Santa Catarina (1).