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15/04/2019 - Médicos mostram os prejuízos à saúde de noites mal dormidas
Aproximadamente 33% dos paulistanos possuem algum grau de apneia do sono
Dificuldades no sono são queixas constantes em consultórios médicos. A ausência de uma rotina adequada para dormir contribui demais para esse cenário. Entre os principais distúrbios, estão a insônia e a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).
Alguns dos sintomas imediatos de noites mal dormidas são o cansaço, a alteração de humor e a falta de concentração, com consequências à piora da qualidade de vida. Além disso, os distúrbios do sono constituem fatores de risco às doenças cardiovasculares, obesidade e depressão.
Segundo Rosa Hasan, neurologista e especialista em Medicina do Sono, a despeito de as pessoas não darem a atenção necessária à questão, a dificuldade durante o sono é um problema sério de saúde.
A incidência cada vez maior desse tipo de distúrbio preocupa os médicos. Tanto que será realizado, em 3 e 4 de maio, o XVII Congresso Paulista de Medicina do Sono, no Centro de Convenções Millenium, em São Paulo. Organizado pelo Comitê de Sono da Associação Paulista de Medicina, colocará em pauta conteúdos de atualização sobre as mais variadas apresentações dos distúrbios de sono.
O estudo Episono da Universidade Federal de São Paulo, feito com polissonografias - exame que mede a atividade respiratória, muscular e cerebral durante o sono, mostra que 32,6% dos paulistanos possuem algum grau de apneia do sono, doença caracterizada pela obstrução das vias aéreas, causando paradas da respiração enquanto a pessoa dorme. Esse transtorno aumenta o risco de AVC, infarto e pressão alta.
“É um número bem alto. Com certeza falta informação e muitos não imaginam que são portadores. Mas acontece de o paciente estar ciente do problema e não dar a atenção necessária. Por isso é indispensável que a população saiba que hoje em dia já existem médicos especializados e capacitados para tratamentos efetivos. Não dá para deixar para lá uma disfunção dessas. Se não tratados, podem acarretar consequências graves”, pontua Rosa, que também é presidente do XVII Congresso Paulista.
Há tratamentos que vão desde medicamentos até mudanças de hábitos. Isso porque problemas relacionados ao sono em distintas oportunidades são estimulados pelo ambiente e influências externas. Pessoas que trabalham em período noturno ou que não possuem uma rotina regular para dormir acabam sendo mais vulneráveis.
Agende-se
Data: 3 e 4 de maio de 2019
Horário: 8h às 18h
Local: Milenium Centro de Convenções
Educação Médica
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Pesquisas Datafolha