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01/06/2020 - Ministério da Saúde atualiza situação de crianças, adolescentes e gestantes com Covid-19
Até a Semana Epidemiológica 21, 99 crianças e adolescentes brasileiros foram a óbito por Síndrome Respiratória Aguda Grave em decorrência de Covid-19. O dado foi divulgado pelo Ministério da Saúde, no último dia 29 de maio, no Boletim Epidemiológico Especial 17. Ao todo, foram 916 casos, sendo 72,3% deles em crianças de até 12 anos incompletos e 27,7% em adolescentes de 12 a 18 anos. Destes, 40,2% permanecem sem registro de evolução.
Foram registrados casos de SRAG pela Covid-19 em crianças e adolescentes em 25 estados. A maioria está em São Paulo, que teve 373 episódios. Também apresentam números significativos Rio de Janeiro (105) e Pernambuco (99). As três Unidades Federativas acumulam 63% dos casos em crianças e adolescentes do País. O Acre não possui informações deste recorte e o Amapá não registrou casos.
Entre as crianças, a maior frequência ocorre entre os meninos, que somam 55,9% dos casos. Por outro lado, os episódios com mulheres são frequentes (55,9%) entre os adolescentes. No que diz respeito às condições pré-existentes, em ambos os grupos, 43,7% apresentaram alguma comorbidade. As mais frequentes foram as neurológicas (17,8%) em crianças e a asma (21,5%) nos adolescentes.
No mesmo período, também foram notificados 521 casos de hospitalizações por SRAG decorrente de Covid-19 em gestantes. Os casos estão concentrados da seguinte maneira: Sudeste (53%), Nordeste (21,9%), Norte (20%), Sul (3,95%) e Centro-Oeste (0,8%). Quanto aos estados, São Paulo apresentou o maior número de gestantes acometidas (196), seguido do Rio de Janeiro (57) e Amazonas (56).
Ao todo, 36 grávidas foram à óbito em decorrência da Covid-19. Aqui, os casos também se concentram no Sudeste e no Nordeste. As regiões tiveram, respectivamente, 20 e 9 episódios. Entre os estados, os mais afetados são: Rio de Janeiro (11), São Paulo (8), Amazonas (5) e Ceará (5).
Observou-se que 86,1% das gestantes estavam na faixa etária de 20 a 39 anos. Entre elas, 86,7% evoluíram para a cura e 13,3% para óbito. Em relação à idade gestacional, 66,7% que foram curadas e 61,1% das que faleceram estavam no terceiro trimestre. Dentre as comorbidades, a diabetes mellitus foi a mais presente entre as gestantes, ocorrendo em 12,3% das curadas e em 16,7% das que foram a óbito.
Os sinais e sintomas mais frequentes apresentados pelas gestantes foram tosse (80,6%), febre (72,9%), dispneia (62,2%) e desconforto respiratório (50,8%). Nos casos que evoluíram a óbito, também houve presença de saturação de O2 menor que 95% em dois terços dos casos.
Na última quarta-feira (27), a APM realizou webinar sobre Assistência às gestantes, ao parto e aos recém-nascidos em tempos de Covid-19. Assista ao vídeo completo abaixo.
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