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01/09/2020 - Na última década, Brasil teve mais de 600 casos de difteria

Durante os anos de 2010 a 2019, foram notificados, no Brasil, 662 casos de difteria. É o que aponta a 34ª edição do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A análise observou que cerca de 77 casos foram registrados ao longo de cada ano, com destaque para 2012, quando não houve pacientes infectados.

De acordo com a publicação, os estados brasileiros que registram mais casos foram Maranhão (28) e Pernambuco (16). Os dados indicam também que a região Nordeste foi a que apresentou mais casos confirmados, equivalente a 58,4%. Em seguida, estiveram o Sudeste, com 18,2%, e o Sul, com 10,4%.

Conforme apontam os estudos, não houve registros de casos concentrados de acordo com faixas etárias. A exceção foi o ano de 2010, quando a concentração da infecção, por conta de um surto no Maranhão, esteve presente na maior parte em crianças de um a nove anos (23 casos).

Dos pacientes analisados, é possível destacar que 22,1% tinha os registros de vacinação desconhecidos – em maior parte, na faixa etária dos adultos acima dos 20 anos. Já 64% deles possuíam três ou mais doses da vacina, enquanto 50% não completaram o calendário vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde. Cerca de 50,6% dos casos registrados foram de pacientes do sexo masculino, enquanto 49,3% eram pacientes do sexo feminino. 

A difteria acontece por conta da bactéria Corynebacterium diphteriae, transmitida por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro, ao falar ou por conta de lesões na pele. A bactéria alcança as amígdalas, faringe, laringe, nariz, e em determinados casos, pode atingir também a pele e as mucosas.

Seus sintomas se caracterizam por leve dor de garganta, mal-estar, palidez, febres leves, alterações na respiração, gânglios inchados e membranas que cobrem as amígdalas. A única forma de prevenção efetiva contra a doença é a vacina pentavalente.