ÚLTIMAS NOTÍCIAS
11/11/2019 - Novembro Azul: Brasil registra quase 70 mil casos de câncer de próstata em 2018
O câncer de próstata é a segunda maior causa de morte em homens no País, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. A taxa de incidência é cerca de seis vezes maior do que em países desenvolvidos, sendo o mais comum entre outros tipos de células anormais. “Por isso, é importante o rastreamento na sua fase inicial”, destacou a médica Telma Regina Mariotto Zakka, na palestra “Mitos e crenças sobre saúde masculina”, realizada para os colaboradores da Associação Paulista de Medicina no dia 8 de novembro e transmitida ao vivo pelo Facebook da entidade.
A próstata é uma pequena glândula localizada na frente do reto e que envolve a parte superior da uretra, com a função de produzir o líquido seminal, guia de condução do espermatozoide. Os sintomas/sinais mais comuns do câncer de próstata são dificuldade de urinar, demora em começar e terminar a micção, sangue na urina, diminuição do jato urinário e necessidade de ir ao banheiro mais vezes durante o dia ou a noite.
“Isso acontece porque o tumor na próstata aperta a uretra. Muitas vezes, ao não conseguir esvaziar totalmente a bexiga, fica um gotejamento, não consegue finalizar a emissão e o jato é mais fraco. A pessoa com a doença ainda sente vontade de urinar mais vezes durante o dia”, explica Telma.
Em 2018, foram notificados 68.220 novos casos de câncer no País, com 14 mil óbitos. Geralmente com quadro evolutivo lento. “As campanhas de massa, como Novembro Azul, permitem despertar um olhar muito mais atento para os exames de rotina e possíveis sinais e sintomas. Muitas vezes contribuem para a elaboração de diagnósticos precoces e iniciais”, reforça a médica, que também é presidente do Comitê Científico de Dor da APM.
Os fatores de risco possíveis para o surgimento da doença estão relacionados ao estilo de vida mais prevalente no sexo masculino: obesidade, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e refrigerantes, alimentação gordurosa e carne, alto teor de sal em alimentos e estresse. “Somam-se a idade a partir dos 65 anos e o histórico familiar de câncer. Por isso, é importante ter uma dieta saudável, fazer exercício físico, beber com pouca frequência e não fumar”, alerta Telma.
Exames e tratamento
Independentemente dos sintomas, os exames devem começar a partir dos 40 anos. Como destaca a especialista: mudanças na urina, no jato e na ereção são sinais importantes e preventivos. “Podemos identificar tanto um tumor em fase inicial, como falsos negativos. É fundamental, nesse sentido, primeiro realizar o exame de toque retal.”
A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam ainda os exames complementares antígeno prostático específico (PSA), ultrassom, ressonância magnética e biópsia.
Em caso de diagnóstico positivo para a doença, as várias modalidades/técnicas de tratamento dependerão da individualidade do quadro. “Dependendo do estágio, o paciente será submetido a uma cirurgia robótica, quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia, entre outras técnicas. É uma perspectiva bastante individual”, conclui Telma.
Galeria de Imagem
Educação Médica
Valorização de Honorários
Financiamento da saúde
Carreira de Estado
Redução de impostos
Pesquisas Datafolha