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10/07/2019 - Onde ficção e realidade caminham juntas
A ascensão de séries que retratam a rotina da Medicina é notória. Desde ER (Plantão Médico), pioneira, até Grey’s Anatomy, que caminha para se tornar a maior série médica de todos os tempos, a audiência é um grande sucesso.
Para isso, os produtores utilizam clichês comoventes: pacientes terminais, mulheres com gravidez de risco e morte de personagens importantes, etc. No entanto, um estudo da Universidade de Dalhousie avalia que apenas 29% dos casos tratados nas séries apresentam as providências médicas adequadas.
Além disso, por muitas vezes apresentar tratamentos positivos para patologias que, vistas por olhos médicos, seriam difíceis de diagnosticar e tratar, estudantes e profissionais podem desenvolver falsas expectativas de sucesso.
Desta forma, especialistas apontam que na vida real, a forma de lidar com os casos varia de acordo com os pacientes e suas características, como peso, idade e histórico, não garantindo que o médico necessariamente irá obter sucesso – como, em grande parte das vezes, acontece na televisão.
Essa abordagem tendenciosa dos casos divide opiniões. Há quem diga que isso pode afetar diretamente pacientes da vida real e seus familiares e há aqueles que preferem se apegar aos casos e personagens. E você, de qual lado está?
Por Julia Rohrer (sob supervisão de Giovanna Rodrigues)
Matéria publicada na edição 711 da Revista da APM - Junho/2019.
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