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11/12/2018 - Presidente da APM fala sobre associativismo em Congresso português
O presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, participou do 61º Congresso Português de Oftalmologia, realizado entre os dias 5 e 8 de dezembro, na região do Algarve. Com vasta experiência no campo do associativismo, tendo presidido também a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Médica Mundial (WMA), Amaral palestrou sobre o tema.
“A WMA é uma organização que congrega as associações médicas de 116 países e 9 milhões de associados, em todos os continentes, e tem como objetivo reunir pontos comuns sobre ética no exercício profissional da Medicina em todo o globo. Nos reunimos duas vezes por ano, revisando os problemas éticos que enfrentamos e reafirmando a missão fundamental dos médicos”, explica Amaral.
De acordo com ele, a troca de perspectivas que expressam os consensos dos médicos por vezes origina resoluções e declarações. “O exemplo mais conhecido dos posicionamentos da WMA é a Declaração de Helsinque, de 1964, sobre a investigação e ética no campo da Medicina.
Também tivemos a declaração de Tóquio (1975), que repudia a participação de médicos em situações de tortura, entre outras.”
A participação do presidente da APM ocorreu no último dia do evento, no Simpósio BIOPSY (Burnier International Ocular Pathology Society), que abordou “Ética, Melanomas e Infecções” e também teve como palestrantes Joaquim Murta, diretor do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, e Miguel Burnier, do McGill University Health Center Research Institute, de Montreal, Canadá; além dos moderadores José Pita Negrão, Miguel Trigo e Pedro Menéres.
“Diariamente, tentamos dar resposta a todos os doentes. Dispomos de equipes multidisciplinares e estamos envolvidos em redes de referência europeias, o que faz com que os nossos resultados estejam de acordo com os melhores parâmetros internacionais. Uma das principais vantagens destas redes é a partilha de dados, que é fundamental para que aprendamos em conjunto e para melhorar a qualidade assistencial”, afirma Murta.
Burnier, por sua vez, reforçou a importância do diagnóstico diferencial para doenças metastáticas no olho, que têm origem em tumores localizados em outros órgãos e que se apresentam como se fossem um melanoma. “Para efetuá-lo, é importante recolher a história clínica do doente, estar atento aos aspectos ultrassonográficos, fazer exames de imagem, como a tomografia de coerência ótica, e investigar o paciente com doença sistêmica, recorrendo à biopsia em outros locais que não o globo ocular.”
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