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18/05/2020 - Presidente da APM fala sobre mudanças no Ministério da Saúde à Rádio CBN
No último sábado, 16 de maio, o presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, participou do programa “Madrugada”, com o jornalista Paulo Galvão, na Rádio CBN, disponível também em formato podcast. Durante a entrevista, ele realizou um balanço sobre as mudanças no Ministério da Saúde, a importância do isolamento e o futuro do Brasil em um cenário pós-pandemia, entre outros temas.
A saída do ministro da Saúde Nelson Teich, que se demitiu no último dia 15, foi recebida com imensa preocupação, segundo declaração de Amaral. “Precisávamos mais do que nunca de uma continuidade na gestão, no planejamento e na execução das medidas que iremos lançar mão. Duas mudanças seguidas de ministro são realmente muito graves. É como se estivéssemos em um avião e trocássemos dois pilotos em meio a uma tempestade. Nós, como passageiros, estamos muitíssimos preocupados.”
O presidente da APM também reiterou a importância de não estimular o desespero das pessoas, mas de fazê-las entender a seriedade da situação, dimensionando a gravidade do problema que enfrentamos com a pandemia de Covid-19. Em seu entender, cada ação em direção à flexibilização das medidas de isolamento social deve ser altamente planejada.
“Não é simplesmente flexibilizar. Isso tem de ser acompanhado por medidas de identificação de casos e de pessoas que tiveram contato com doentes. Para isolar os pacientes e acompanhar os demais. De tal forma a conter os surtos que certamente virão à medida que o isolamento for flexibilizado”, ponderou.
Amaral se mostrou confiante de que o Brasil irá sair dessa: “Nós, brasileiros, somos incuráveis otimistas. Mas sairemos muito machucados. Espero que consigamos nos reestruturar e nos reerguer, fazendo serenar os ânimos e retomando uma atitude reflexiva, propositiva e eficaz face aos problemas”.
O também presidente da Academia de Medicina de São Paulo lembrou ainda a possibilidade que haja outras epidemias iguais a essas no futuro – ou até mais graves – reforçando a necessidade de que tiremos lições destas. Ele aponta que o adensamento populacional, a maneira como avançamos junto às florestas e a rapidez dos transportes irão fazer com que as doenças se transmitam rapidamente.
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