ÚLTIMAS NOTÍCIAS
25/11/2019 - Presidente da APM participa de Congresso de Pneumologia e Tisiologia
O presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), José Luiz Gomes do Amaral, participou, na última sexta-feira, 22 de novembro, do 18º Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia, no Centro de Convenções Rebouças. Ele esteve na mesa redonda “Aspectos administrativos e legais que envolvem a Pneumologia”, que teve coordenação de Roberto Rodrigues Junior, e conduziu a palestra “Vivendo na Era da Telemedicina”.
Amaral fez uma reflexão sobre a evolução do ser humano e como a construção dos computadores são maneiras de auxiliar o pensamento. “Hoje, a tecnologia nos aproxima ou afasta dos pacientes? Provavelmente nem um, nem outro. Nós nos afastamos ou não com ou sem tecnologia. Mas ela certamente nos permite ver mais pacientes do que poderíamos ver na prática clínica tradicional”, argumentou.
Completou: “Bem utilizada, ela nos permitirá ver nos pacientes nuances que não perceberíamos sem os avanços tecnológicos”. Na sequência, apresentou alguns dados recolhidos por pesquisa da Associação, que mostrou que cerca de 98% dos médicos concordam que as novas tecnologias trazem avanços e que 80% deles usam ferramentas de TI para otimizar o trabalho.
“Os médicos, entretanto, se dividem claramente sobre a possibilidade de consultar pacientes com a mesma efetividade e qualidade a distância, mesmo após histórico presencial de consultas”, explicou o presidente da APM, ao mostrar que cada lado dessa questão reunia aproximadamente 50% dos pesquisados.
Ele também listou que o uso da tecnologia tem quatro limites: éticos, legais, técnicos e humanos. Reforçou, como fronteira ética o Código de Ética Médica, atualizado em 2018 pelo Conselho Federal de Medicina, além da Resolução 1.643/2002, que dispõe sobre a Telemedicina.
No que se refere aos limites legais, Amaral relembrou a Lei Geral de Proteção de Dados, que passará a valer no próximo ano. “Não podemos trabalhar Medicina, seja presencial ou a distância, sem tratar de dados pessoais. E essa lei define o que são dados pessoais e dados pessoas sensíveis. Os de saúde sempre são sensíveis.”
Sobre limites técnicos, refletiu, entre outros aspectos, do advento de hologramas, modificações genéticas e aplicações para auscultar a distância. Por fim, finalizou abordando os limites humanos, classificando o momento como um tsunami tecnológico.
“E como é possível resistir a um tsunami? Você precisa entender os limites. E a postura adequada diante dele é colocar-se acima de seu nível. Em nosso caso, colocar-se acima é conhecer exatamente aquilo que a tecnologia pode nos oferecer, de positivou ou negativo, e controla-la”, encerrou.
Também contribuíram Mauro Gomes, com o tema “Mídias sociais em Pneumologia”, e Ana Carolina Daher Costa, que tratou dos “Aspectos jurídicos na Medicina: interface com a OAB / backup – Judicialização”. Houve tempo, ainda, para um debate entre palestrantes e congressistas.
O 18º Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia foi organizado pela Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia nos dias 22 e 23 de novembro.
Galeria de Imagem
Educação Médica
Valorização de Honorários
Financiamento da saúde
Carreira de Estado
Redução de impostos
Pesquisas Datafolha