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11/03/2020 - Presidente da APM participa do projeto ‘Oftalmologia Humanitária’ na Amazônia
José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Paulista de Medicina, está desde o último fim de semana, na Amazônia, onde participa como voluntário do projeto “Oftalmologia Humanitária”. A iniciativa, que vai até o próximo dia 11 de março, dá atendimento oftalmológico gratuito às populações do interior do estado que não têm acesso à atenção clínica e cirurgias.
Estão por trás da ação a Universidade Federal do Amazonas, o Instituto da Visão, a Fundação Piedade Cohen, a Marinha e o Exército brasileiros. O Instituto da Visão – ou Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas em Oftalmologia (Ipepo) – foi fundado em 1990 por docentes do departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.
Rubens Belfort Jr., presidente do Instituto da Visão, afirmou em entrevista à Agência Brasil que a meta desta edição é realizar 200 cirurgias, sendo 150 de catarata, e 2 mil exames de pacientes para receber óculos. Neste ano, a rota contemplará os municípios de Parintins – onde são visitadas sete comunidades – e Urucará.
Entre os voluntários, participam médicos oftalmologistas, anestesistas – caso do presidente da APM –, clínicos gerais, residentes e estudantes de Medicina. Segundo Belfort, recentemente empossado como presidente da Academia Nacional de Medicina, a iniciativa sempre busca essa mistura de voluntários para entrosar os estudantes. Neste ano, a equipe está reforçada por dois pesquisadores da Alemanha e Estados Unidos.
O presidente do Instituto Visão salientou que mais de 90% dos oftalmologistas do Amazonas estão em Manaus. “Dois milhões de habitantes do interior do estado têm apenas dez oftalmologistas. As pessoas, para conseguirem óculos, andam oito horas de barco e entram na fila do Sistema Único de Saúde. É uma carência muito grande. Com frequência, a gente atende pessoas que estão cegas há muitos e muitos anos porque não tiveram oportunidade de operar catarata.”
O projeto Oftalmologia Humanitária foi criado na década de 1990, a partir de iniciativa do professor de Medicina da Universidade Federal do Amazonas, Jacob Moysés Cohen. Desde a primeira edição, em 1991, foram feitas cerca de 12 mil cirurgias de catarata, 70 mil atendimentos e entregues mais de 20 mil óculos à população do interior amazonense.
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