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18/04/2018 - Presidentes da ABMM falam da importância da mulher na Medicina
Em solenidade de posse das novas diretorias da Associação Brasileira de Mulheres Médicas (ABMM), (biênio 2018-2020), ocorrida em 9 de março, as presidentes Fatima Regina Abreu Alves (Nacional) e Magda Maria Sales Carneiro Sampaio (Seção São Paulo) citaram levantamentos e pesquisas científicas sobre a atuação feminina na área médica.
Em seu discurso, Fatima Regina, mestre e doutora em Otorrinolaringologia, apontou as primeiras mulheres que ingressaram no curso superior de Medicina, sendo as pioneiras Maria Augusta Generoso Estrela e Rita Lobato Velho Lopes. Como comparativo atual, o País observa um crescente rejuvenescimento e feminização da profissão, de acordo com a Demografia Médica.

Já Magda Maria, professora titular do Departamento de Pediatria da FMUSP e presidente do Conselho Diretor do Instituto da Criança do HCFMUSP, apresentou três artigos médicos recentes, publicados em renomadas revistas internacionais, que mostram que pacientes tratados por médicas obtêm melhores resultados terapêuticos. São as publicações:
- Berthold HK, Gouni-Berthold I, Bestehorn KP, Böhm M, Krone W.Physician gender is associated with the quality of type 2 diabetes care. Journal of Internal Medicine. 2008;264(4):340-50. (revista em circulação desde 1863)
Estudo realizado na Alemanha com 51.053 pacientes adultos portadores de Diabetes mellitus tipo 2, acompanhados em ambulatório, que comparou cuidados prestados por médicos versus médicas. Controlados fatores tais como idade, sexo, duração da doença e presença de doença aterosclerótica, a conclusão é que os pacientes tratados por médicas tiveram uma qualidade de cuidados significativamente melhor, alcançando, por exemplo, maiores taxas de controle da glicemia e de pressão arterial, entre outros parâmetros.
- Tsugawa Y, Jena AB, Figueroa JF, Orav EJ, Blumenthal DM, Jha AK. Comparison of Hospital Mortality and Readmission Rates for Medicare Patients Treated by Male vs Female Physicians. JAMA Internal Medicine. 2017;177(2):206-213. (JAMA - Journal of American Medical Association)
Estudo com 1.583.028 pacientes idosos (abaixo de 65 anos) hospitalizados beneficiários do sistema Medicare, nos Estados Unidos. As conclusões apontam que os pacientes tratados por médicas tiveram taxas de mortalidade e de readmissão em 30 dias significativamente menores do que aqueles tratados por médicos. Todos os profissionais eram internistas (clínicos gerais) e a observação foi feita por 30 dias a partir da data da internação.
- WallisCJ1,2, Ravi B3, Coburn N4, Nam RK1, Detsky AS2,5, Satkunasivam R. Comparison of postoperative outcomes among patients treated by male and female surgeons: a population based matched cohort study. BMJ. 2017 Oct 10;359: j4366. doi: 10.1136/bmj.j4366. (British Medical Journal)
Pesquisa realizada no Canadá com 104.630 pacientes submetidos a 25 diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos. As conclusões foram que os pacientes operados por cirurgiãs tiveram taxas de mortalidade em até 30 dias após o procedimento significativamente menores que aqueles operados por cirurgiões, não havendo diferenças estatísticas em relação ao tempo de internação, frequência de complicações e de readmissões.
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