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30/09/2019 - Prevenção de fraturas em idosos
Giancarlo C. Polesello, futuro presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Quadril, traz orientações e dicas sobre o tema
"A idade da população aumenta recorrentemente. Com isso, o número de quedas e fraturas nesse grupo de pessoas provoca crescimento do número de internações hospitalares e do custo médico em geral.
Um idoso, por definição da Organização Mundial da saúde (OMS) é a pessoa que atinge 65 anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a expectativa de vida dos brasileiros aumentou mais de 40 anos em 11 décadas, enquanto a taxa de fecundidade caiu de uma média de 6,17 filhos por mulher para 1,57 em pouco mais de 7 décadas, de 1940 até 2014.
Em 1900, a expectativa de vida era de 33,7 anos, dando um salto significativo em pouco mais de onze décadas, atingindo 75,4 anos em 2014. O envelhecimento populacional traz um desafio de saúde pública, já que um idoso acima de 75 anos tem 32% de chance de queda ao solo em 1 ano e 34% dessas quedas provocam algum tipo de fratura. Quase metade desses acidentes ocorre no trajeto entre o banheiro e o quarto, principalmente à noite.
Quedas que provocam fraturas instáveis na região do quadril em idosos demandam tratamento cirúrgico. E desses operados, 1/3 ficam curados, 1/3 caminham mal por conta da fratura e 1/3 morrem em 1 ano.
Uma preocupação é o uso de psicotrópicos pelos idosos, sejam eles medicamentos antipsicóticos, ansiolíticos, hipnóticos ou antidepressivos. Sabe-se que com a idade o metabolismo dessas medicações pode ser mais lento, que pode tornar o efeito dessas drogas aumentado e mais prolongado. Essas medicações são bem documentadas como causa de queda nos idosos. Os médicos devem ser extremamente cautelosos ao prescreverem medicações psicotrópicas aos idosos e estes, ao ingeri-las".
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