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26/05/2020 - Quase 750 mil casos de dengue são registrados no Brasil em 2020

Os dados mais recentes do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostram que mais de 749 mil casos de dengue – com taxa de incidência de 356,9 casos por 100 mil habitantes - foram registrados no Brasil até a 20ª Semana Epidemiológica, referente aos dias 29 de dezembro de 2019 e 16 de maio de 2020.

Assim como nas avaliações anteriores, o Centro-Oeste é a região que apresenta a maior incidência da arbovirose, com 890,6 mil casos a cada 100 mil habitantes. A região Sul vem em seguida, registrando 844,4 casos/100 mil habitantes, acompanhada pelas regiões Sudeste (301,8 casos/100 mil habitantes), Nordeste (120,3 casos/100 mil habitantes) e Norte (88,3 casos/100 mil habitantes).

Os estados do Acre, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal destacam-se nesse cenário de avanço da dengue por apresentarem taxas de incidência acima da média do restante do País.

Durante este período, 553 casos de dengue grave e 6.790 casos de dengue com sinais de alarme foram confirmados, enquanto outros 495 ainda seguem em investigação. Houve 321 óbitos em decorrência da dengue, 256 (79,6%) constatados por critério laboratorial e 65 (20,4%) por clínico-epidemiológico. Outras 246 mortes permanecem em investigação.

É possível observar que há maior número de óbitos confirmados em determinados estados da região Sul (Paraná), Sudeste (São Paulo) e Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal).

Outras arboviroses

Os dados referentes ao Chikungunya mostram que mais de 31.800 casos prováveis, com taxa de incidência de 15,2 casos a cada 100 mil habitantes, foram registrados no Brasil durante o período da análise. As regiões que apresentam as maiores taxas de incidência são o Sudeste e o Nordeste, cada uma com 25,0 e 17,5 casos a cada 100 mil habitantes, respectivamente.

A Bahia é o estado com a maior concentração, registrando 34,6% dos casos prováveis de Chikungunya no País, seguida pelo Espírito Santo (32,7%) e pelo Rio de Janeiro (10,0%).

Até o momento, sete óbitos por Chikungunya foram confirmados por critério laboratorial, cada um deles na Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Outros 15 seguem em investigação.

Sobre os dados correspondentes ao Zika Vírus (informações referentes ao período entre 29 de dezembro de 2019 e 9 de maio de 2020), é possível observar que 3.124 casos prováveis foram notificados, havendo uma incidência de 1,5 caso a cada 100 mil habitantes no país.

O Nordeste foi a região que apresentou a maior taxa de incidência, com 3 casos/100 mil habitantes, seguia pelas regiões Centro-Oeste (2,4 casos/100 mil habitantes) e Norte (1,5 caso/100 mil habitantes). Nenhuma morte por Zika Vírus foi registrada no País até o atual momento.

Febre Amarela

A análise dos casos de febre amarela em seres humanos durante o monitoramento de 2019 e 2020 mostra que foram notificados 812 casos suspeitos, com 89 em investigação. Dezessete casos humanos foram confirmados, 16 em pacientes do sexo masculino e uma do sexo feminino, com idades entre 18 e 59, sem vacinação.

A negação à vacina favorece para que indivíduos expostos a áreas de contaminação possam adquirir a doença, que apresenta alta taxa de letalidade. Dados preliminares do Programa Nacional de Imunizações – PNI, divulgados em fevereiro de 2020, mostram que foi registrado 40,2% de cobertura vacinal contra a febre amarela no Brasil de uma população-alvo de 173 milhões de pessoas.

No País, há 63 municípios com evidência da circulação do vírus, distribuídos entre os estados do Paraná (43), Santa Catarina (15), São Paulo (4), e Pará (1), além de 154 municípios ampliados (circunvizinhos àqueles afetados), distribuídos entre Paraná (67), Santa Catarina (40), São Paulo (37) e Pará (10).

Esses números totalizam uma população de 25 milhões de pessoas, e de acordo com os dados Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), com uma estimativa de aproximadamente 12,8 milhões (51,11%) de pessoas não vacinadas nas localidades.