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23/07/2018 - Sociedade Brasileira de Clínica Médica promove exposição “O Brasil na 2ª Guerra”

Em celebração ao 30º aniversário da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, o Instituto Antonio Carlos Lopes inaugurou a exposição “O Brasil na II Guerra: uma batalha pela vida”, na última segunda-feira (23), no Centro de Convenções Rebouças. A mostra tem como propósito resgatar a memória dos ex-combatentes e dos médicos e profissionais da Saúde enviados à Itália, de 1942 a 1944. O diretor Administrativo e ex-presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão, esteve na abertura.

“Esse evento é uma oportunidade de resgatarmos um pouco da história não muito distante de participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Penso que a iniciativa do professor Antonio Carlos Lopes de manter vivo esse passado é importante porque o povo sem memória é um povo sem futuro. No nosso País, precisamos aprender a preservar, cultivar e divulgar a nossa história”, afirmou Meinão.

O acervo pertence à Associação dos Ex-Combatentes do ABCDMRR, com peças, objetos, documentos, fotografias e símbolos que recriam o cenário catastrófico do conflito. O presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antonio Carlos Lopes, afirma que além das memórias, a exposição visa ser uma intersecção entre o Exército e a Medicina.

“É uma oportunidade de apresentar o Exército para a sociedade. Também de despertar nos congressistas aqui presentes o espírito da cidadania, o compromisso com o nosso País, porque quem deveria ter esse comprometimento pensa exclusivamente no próprio umbigo, não está preocupado com a construção dos valores humanos e sociais. E o Exército atua de forma plena, nas mais diversas áreas, em prol da educação cívica, profissional e cultural, da Saúde e da proteção do cidadão.”

“Em nome do nosso comandante militar General Ramos, quero me dirigir ao professor Antonio Carlos Lopes e agradecê-lo por nos dar esse espaço em um evento técnico na área da Saúde e que, gentilmente com sua equipe, trabalhou para resgatar o acervo de um fato marcante no século 20, da história da humanidade”, retribuiu o general de Divisão e comandante da 2ª Região Militar, Adalmir Manoel Domingos.

A cerimônia contou também com a presença especial do senhor Miguel Garofalo, um dos soldados da tropa brasileira. O tenente foi enviado à Itália com apenas 14 anos. Em meio à batalha, foi resgatado e submetido a um tratamento para a retirada de estilhaços em seu corpo, graças à atuação da equipe médica. Hoje com 97 anos, esbanja saúde e lucidez e muitas lembranças do cenário catastrófico da guerra. “Ele personificou o espírito do ‘pracinha’ brasileiro na Itália, salvando vidas. Ou seja, essa participação foi um grande feito para a nossa nacionalidade”, reforça Domingos.

Foram enviados à Itália mais de 25 mil soldados, entre homens e mulheres, sendo que o Brasil perdeu 454 soldados, além de mais de 12 mil outros afastados por causas incapacitantes. A taxa de mortalidade chegou em menos de 0,4%. Metade desses efetivos partiu de São Paulo. Como inimigos, além dos alemães e italianos associados ao nazismo, havia o território montanhoso – na região de Monte Castelo, o frio e a fome.

A inauguração da exposição ocorreu de forma simultânea com a abertura oficial do 8º Curso Avançado de Reciclagem em Clínica Médica - marcada ainda com a entrega de medalhas Força Expedicionária do ABCDMMR e medalhas de Mérito em Clínica Médica para personalidades importantes do Exército, da Saúde e outros profissionais.

 

A mostra ficará aberta ao público até sexta-feira, 27 de julho.

 

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Fotos: Marina Bustos

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