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28/03/2018 - Surto de sarampo preocupa brasileiros; febre amarela já causou 338 óbitos

A Região Norte do Brasil enfrenta surto de sarampo. Em fevereiro deste ano, a Secretaria estadual de Saúde de Roraima notificou ao Ministério da Saúde um caso suspeito da doença infecciosa, em uma criança de um ano. Desde então, já são 37 casos suspeitos, sendo oito confirmados.

Os outros 29 casos ainda estão sendo investigados, além de uma suspeita de óbito em decorrência do vírus, segundo nota informativa da Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis do MS.

Autoridades públicas suspeitam que a circulação seja oriunda de país vizinho, a Venezuela. As primeiras incidências ocorridas em território nacional eram de venezuelanos que vieram por causa da crise econômica e política.

Para reforçar a proteção contra o sarampo, em 10 de março o Governo Federal iniciou uma campanha de vacinação, com a pretensão de imunizar cerca de 400 pessoas, entre brasileiros e imigrantes venezuelanos. Além disso, uma série de ações está em curso para evitar novos casos da doença, incluindo o repasse de recursos e treinamento de profissionais.

 

Febre amarela

O Ministério da Saúde atualizou na última quarta (28) as informações sobre a situação da febre amarela no País. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 27 de março de 2018), foram confirmados 1.131 casos de febre amarela no país, sendo que 338 vieram a óbito.

Ao todo, foram notificados 4.414 casos suspeitos, sendo 2.368 já descartados e 915 ainda em investigação. No ano passado, considerando o mesmo período de monitoramento (julho/2016 a 20 de março/2017) eram 660 casos e 210 óbitos confirmados.

Embora os casos do atual período de monitoramento tenham sido superiores à sazonalidade passada, o vírus da febre amarela hoje circula em regiões metropolitanas do país com maior contingente populacional, atingindo 35,8 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina.

Na sazonalidade passada, por exemplo, o surto atingiu uma população de 9,8 milhões de pessoas. A incidência da doença no período de monitoramento 2017/2018, até 20 de março, é de 3 casos para 100 mil/habitantes. Já na sazonalidade passada, 2016/2017, a incidência foi de 6,6/100 mil habitantes.