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01/08/2018 - Telemedicina - Evolução Tecnológica

Maior evento de Telemedicina e Saúde Digital da América Latina discutirá avanços no Brasil e no mundo

EM PLENO SÉCULO 21, os médicos sabem que é necessário adotar as tecnologias de informação e comunicação (TICs) para maior segurança, qualidade e efetividade dos cuidados aos pacientes.

“Talvez o exemplo mais comum seja o da adoção do prontuário eletrônico por hospitais ou clínicas. Não ter ou usar um indica uma distância grande e arriscada da boa prática da Medicina” alerta Jefferson Gomes Fernandes.

O especialista é presidente curador do Global Summit Telemedicine & Digital Health, que discutirá essa realidade. O evento ocorrerá entre 4 e 6 de abril de 2019, com organização da Associação Paulista de Medicina, apoiada pelo Transamerica Expo Center. A iniciativa coloca a APM como protagonista na apropriação do uso das ferramentas tecnológicas pelos profissionais da Medicina, proporcionando maior aproximação com seus pacientes e vice-versa.

O evento terá um conteúdo intenso, com palestrantes internacionais que compartilharão a experiência prática da introdução e desenvolvimento desses recursos em seus países. Também haverá conferências, painéis e outras atividades científicas, além de uma área extensa com exposição de novidades tecnológicas do setor.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a ferramenta é hoje difundida e integrada de tal forma à prática usual da assistência aos pacientes que vem sendo substituída, aos poucos, por termos como ‘cuidados conectados’ ou ‘saúde conectada’, como explica Fernandes.

“No congresso anual da American Telemedicine Association, em maio deste ano, em Chicago, a Kaiser Permanente, um dos maiores sistemas verticalizados de Saúde daquele país, mostrou que das 110 milhões de consultas realizadas em 2017, 52% foram virtuais”, acrescenta.

AVANÇOS E DESAFIOS BRASILEIROS

Segundo o presidente do Congresso, em todas as especialidades médicas brasileiras é possível aplicar, de alguma maneira, estratégias de Telemedicina, seja para promoção e prevenção à saúde, diagnóstico, tratamento ou reabilitação de pacientes. cação dos pacientes com os médicos.

“Entretanto, é importante atentar para as evidências publicadas, já há alguns anos, de que a comunicação audiovisual (videoconferência) é mais segura e tem maior qualidade na interação médico paciente”, relata Fernandes.

Segundo o pesquisador, a revisão do Código de Ética Médica – que está prevista para os próximos meses – trará maior abertura para o estabelecimento da Telemedicina. “Esperamos que sejam mudanças realmente efetivas para que possamos oferecer à nossa população maior acesso aos sistemas de saúde, maior resolubilidade e redução de custos, o que pode ser obtido com segurança e qualidade.”

A PROGRAMAÇÃO DO GLOBAL SUMMIT TELEMEDICINE

& DIGITAL HEALTH ESTÁ DISPONÍVEL EM WWW.TELEMEDICINESUMMIT.COM.BR

 Pulicado na Revista da APM - edição 701 - julho 2018